Chris Harris e a «essência da condução»

Chris Harris, um dos jornalistas mais notáveis da imprensa automóvel marcou encontro com dois automóveis únicos. Objectivo? Descobrir a essência da condução.

Muitas vezes questiono-me de onde vem esta paixão por automóveis que me acelera o coração (são quase 23h e ainda aqui estou a escrever sobre este objecto de quatro rodas…). Porque raio sinto-me eu tão bem a desafiar as leis da física? Porque é que gosto tanto de automóveis afinal? Quando racionalmente, todos os alarmes do meu organismo deviam remeter-me para o mais primário dos instintos: sobreviver. Mas não, esta paixão impele-me com decisão em direcção àquela curva e à outra curva. E à outra que vem depois, cada vez mais rápido, cada vez mais mais sagaz e atrevido, quando aquilo que devia fazer era limitar-me a deslocar-me do ponto A ao ponto B enrolado em airbags no carro mais seguro e aborrecido do mundo. Se possível uma espécie electrodoméstico indiferenciado.

morgan 3 wheels
Morgan Three wheeler, uma fonte inesgotável de adrenalina.

Mas não. Quanto mais me bates mais eu gosto de ti. Quanto mais viril e caprichoso o carro é, mais emoções desperta. É por causa de sensações como estas que carros como o Morgan Three Wheeler ou Caterham Seven, inquestionavelmente básicos e obsoletos do ponto de vista técnico, continuam a estar tão actuais quanto no dia em que nasceram, há várias décadas atrás.

Porque no final, o que conta mesmo são as sensações. E não há nada mais puro do que uma ligação homem e máquina sem intermediários pelo meio. É aí que encontramos a «essência da condução» e é aí que o Chris Harris nos quer levar em mais um episódio de Drive. Vejam o vídeo, em mais um caso onde a tese que menos é mais se aplica em toda a sua plenitude. Chris Harris confere:

Texto: Guilherme Ferreira da Costa

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