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Austin Mini com 170cv às 11.500rpm!

Depois da história do homem que construiu o seu próprio Lamborghini, apresentamos outro automóvel nascido nos confins de um pacata garagem americana, mas com origem nas terras de Sua Majestade: um Austin Mini de 1970 com o motor de superbike!

O exemplar que vos apresentamos hoje foi fruto de um belo sonho ou de um terrível pesadelo – depende do ponto de vista. Para os defensores da moral e dos bons costumes foi um pesadelo. Mas para nós, amantes de tudo o que queima gasolina, foi definitivamente um sonho!

Um sonho em forma de Austin Mini de 1970 equipado com um motor de 170cv proveniente de uma Yamaha R1. Para aqueles que não sabem o que é uma Yamaha R1, a Yamaha R1 – perdoem-me a redundância – é uma das mais potentes motas do mercado.

O resultado só podia ser… bombástico! Afinal de contas estamos perante um motor de somente 1 litro de capacidade mas que é capaz de trepar até às 11.500rpm com a mesma facilidade com que eu me espreguiço à beira de uma piscina, num resort de luxo nas Canárias.

Quem já pilotou uma superbike em modo “faca nos dentes” – quem já, ponham o dedo no ar… – sabe que quando se quer avançar com decisão, o taquímetro das rotações não pode baixar das 7000rpm. Abaixo das 7.000rpm conduzimos um motor “normal” mas logo que passamos esse regime… valha-nos Nossa Senhora das Cambotas e dos Pistons! O mundo ganha novas cores e a unidade de medida das rectas passa de quilómetros para metros.

Trocando as 2 rodas pelas 4 rodas, a experiência deve ser semelhante. A bordo do chassi claustrofóbico de um Mini da década de 70 as coisas devem ser igualmente intensas.

A isso não será alheio o peso do conjunto. São 170cv para um peso que não chega aos 600kg. Para tornar as coisas um pouco mais interessantes é bom recordar que as mudanças deste bólide, tal como nas motas, podem ser engrenadas sem recurso à embraiagem – caso não queiramos ter dó nem piedade da mecânica.

Confesso que tenho sérias dúvidas se há alguma coisa no mundo, com quatro rodas e lugar para quatro pessoas, que consiga fazer uma estrada de montanha tão depressa quanto este pequeno veneno. Já era assim na década de 60, quando a Mini ganhou 3 vezes consecutivas o Rali de Monte Carlo contra uma concorrência muito mais potente. E pelos visto continua a ser assim…

A boa notícia é que este manancial de loucura está ao acesso de quase todos, de forma muito simples. E não precisam de meter a casa à venda! Basta terem o chassi de um Mini «à mão de semear» e adquirirem um kit desenvolvido pelos ingleses da pro-motive (link aqui).

Eles fornecem o manual de instruções e todas as peças – motor incluído. Claro que isto não vos livra de uns belos serões fechados na garagem da vossa casa, besuntados de óleo até aos dentes. Ou é isso ou são novelas da TVI…