BMW M3: Apanhado em “treinos”

A BMW continua de forma recatada o programa de treinos do pouco recatado modelo M3.

Os nossos colegas da BimmerPost conseguiram apanhar a equipa de “treinadores” – leia-se engenheiros – a puxar pelo músculo do mais recente delfim desportivo da marca de Munique. O que o fato de treino, perdão(!)… a camuflagem já não consegue esconder é o resultado de tão intensivo programa de treinos.
O novo BMW M3 já denuncia músculode atleta por todos os poros. No vídeo que apresentamos, destacamos as cavas das rodas mais proeminentes do que no modelo “standard”, bem como as condutas de ar dianteiras mais generosas. Na traseira, a nossa atenção é totalmente absorvida pelas já características quatro ponteiras de escape dos modelos M3.

Ponteiras que, de acordo com os vários fóruns dedicados ao modelo alemão, não terão mais a seu cargo os gases emitidos por um motor de 8 cilindros, mas antes de um mais compacto motor de 6 cilindros. É verdade, o Downsizing que já registarmos na gama mais alta da marca bávara, atinge agora o seu modelo intermédio.

Mas acalmem-se as almas mais inquietas porque o downsizing do motor não vai repercutir-se nos números efectivos de potência e binário do motor. A BMW está de facto apostada em demonstrar ao mundo que lidera os avanços tecnológicos ao nível das tecnologias relacionadas com a diminuição da capacidade dos motores sem comprometer a performance (podem aqui ver um exemplo disso mesmo). Fontes próximas da marca avançam valores de potência máxima em torno dos 414cv para o novo M3.

O que ainda não é certo é a arquitectura que o novo motor de 6 cilindros irá adoptar: Será que a BMW adopta a tradicional disposição em linha ou opta por uma arquitectura em V?

Da parte da Razão Automóvel, observamos vantagens e inconvenientes nas duas opções:

Arquitectura em V
Vantagem: é um motor com menor comprimento e mais compacto, o que permite colocar o motor numa posição mais recuada relativamente ao eixo dianteiro, factor que privilegia a dinâmica (centraliza as massas e melhora o comportamento).

Desvantagem: Partindo do pressuposto que o motor irá recorrer a dois turbos de dimensões diferentes, a disposição dos colectores em sentidos opostos dificultará eventualmente a colocação dos mesmos e não permitirá “jogar” com a ordem de explosão de cada cilindro por turbo.

Arquitectura em linha
Vantagem: Não apresenta as desvantagem que observámos no motor em V. Os engenheiros têm mais liberdade para “casar” os turbos com os cilindros ao seu bel-prazer, no sentido de alcançar a maior potência máxima.

Desvantagem: Sendo um motor mais comprido poderá comprometer um pouco mais dinâmica do que a solução “em V” na medida em que a sua colocação será menos central, aumentando o “efeito pêndulo”. Conceito muito familiar à Porsche…

Qual é o nosso palpite? Pesando os prós e contras de cada solução sai vencedora a solução “em linha”. A perda em termos dinâmicos não justifica o trabalho adicional ao nível dos turbos, e claro… não esqueçamos que esta arquitectura é muito querida pela marca bávara.

Mas seja qual for a solução adoptada há uma certeza: o próximo M3 será um automóvel memorável. Bring im on! Mantém-te atento aqui e aqui para mais notícias.

 

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