Porque é que as matrículas espanholas não têm vogais?

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Porque é que as matrículas espanholas não têm vogais?

Em vigor desde o final da década de 90, o sistema de matrículas espanhol abdica da presença de letras vogais. Fiquem a saber porquê.

Até há uns anos, visitar Espanha ou cruzarmo-nos com um carro «espanhol» era sinónimo de ver matrículas que nos «denunciavam» onde é que os carros tinham sido registados.

Isto porque as primeiras letras das matrículas espanholas correspondiam a um código provincial. Por exemplo “M” correspondia a Madrid, “B” a Barcelona, “SE” a Sevilha entre muitos outros mais.

Ora, no final dos anos 90, as matrículas disponíveis com os respetivos códigos provinciais nas cidades de Madrid e Barcelona, as maiores de Espanha,  estavam a esgotar-se.

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SEAT Ibiza matrícula antiga
Um SEAT Ibiza com uma matrícula espanhola antiga. A letra “M” do lado esquerdo indica que se trata de uma unidade registada em Madrid.

Foi necessário arranjar um novo sistema de matrículas, não só para essas cidades, como para todo o país — uma realidade a que Portugal também não é estranho, que introduziu um novo sistema em 2020.

As novas matrículas espanholas

Aprovado a 16 de setembro de 2000 pelo Decreto Real 2822/1998, o novo sistema de matrículas espanhol não só abandonava os códigos provinciais como, curiosamente, eliminava a possibilidade de usar as letras vogais (a, e, i, o, u).

Até esta mudança as matrículas eram compostas pelas letras do código provincial, quatro números e mais duas letras. Já as novas matrículas passaram a ser compostas por quatro números seguidos de três letras.

Além das vogais, o anexo XVIII do Regulamento Geral de Veículos também veio proibir as letras “Ñ” e “Q” de estarem presentes nas novas matrículas. Mas porquê tantas proibições?

A razão da proibição

O Decreto Real 2822/1998 também justificava o porquê de as letras vogais e as letras “Ñ” e “Q” não poderem ser usadas nas matrículas e é muito fácil de compreender.

A razão foi a de evitar a formação de palavras ou acrónimos que pudessem ser considerados ofensivos, ou então associados a marcas.

E por isso, quando nos cruzamos com um automóvel matriculado em Espanha, não esperem ver uma letra vogal na sua matrícula — contudo, nem esta regra conseguiu evitar a chapas de matrícula com as letras B, M e W…

Esta justificação não difere muito da usada em Portugal para as novas matrículas, compostas por dois pares de letras separados por um par de algarismos.

O uso simultâneo de vogais no fim do primeiro e do segundo conjunto de letras não é permitido, exceção feita quando um dos grupos repete uma vogal, evitando certas combinações mais embaraçosas como RA-00-BO ou CO-00-CO, e até outras mais «inocentes» como PA-00-TO ou BO-00-LA.

Fonte: DiarioMotor

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