Escassez de AdBlue ameaça o transporte de mercadorias

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Escassez de AdBlue ameaça o transporte de mercadorias

O aumento dos preços da energia levou os principais produtores de AdBlue a reduzir a produção. O transporte de mercadorias é o mais ameaçado.

O problema da escassez de AdBlue não é de agora — já o noticiámos no final do ano passado —, mas à medida que os preços da energia atingem novos máximos este tem-se vindo a agravar.

Se em março o aumento do preço do gás levou os produtores de AdBlue a reduzirem a produção ao mínimo, a situação agravou-se nos últimos meses.

Por exemplo, a SKW Piesteritz — a maior produtora de ureia e amónia da Alemanha — parou a produção para evitar mais perdas e, segundo um porta-voz citado pela Reuters, está prestes a esgotar o seu stock de AdBlue.

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Indicador do nível de AdBlue
Nos próximos tempos esta imagem pode passar a causar mais apreensão do que até agora.

Para já a também alemã BASF não lhe seguiu o exemplo, mas anunciou que vai reduzir a produção de amónia.

Talvez em resultado dessa decisão, a BASF recusou avançar se será capaz de suprimir a redução de oferta provocada pela paragem de produção da SKW Piesteritz.

Os riscos da escassez de AdBlue

O AdBlue é uma solução à base de ureia e água desmineralizada usada nos sistemas de tratamento de gases de escape dos motores Diesel mais recentes. Reduz as emissões de óxidos de azoto (NOx) e sem este aditivo os motores Diesel não conseguem cumprir as normas de emissões. Contudo, a sua escassez acarreta outras consequências.

A primeira delas é o aumento considerável do preço deste aditivo — que já se verifica desde o final do ano passado —, aumento esse que, acabará por se refletir no preço dos serviços de transporte de mercadorias e, por conseguinte, no preço dos bens transportados.

Camião Scania vista dianteira 3/4
O setor do transporte de mercadorias é dos mais ameaçados pela escassez de AdBlue.

Outra consequência, também grave, tem a ver com o rendimento do motor, que poderá ver o seu rendimento reduzido (pode entrar em «modo de segurança») caso o AdBlue acabe quando em andamento.

Pior ainda, caso o depósito de AdBlue esteja vazio, uma vez desligado o motor, o mais provável é que este não volte a arrancar sem o reabastecer primeiro.

Sendo os setores do transporte de mercadorias e de passageiros os mais dependentes dos motores Diesel são, consequentemente, aqueles que mais poderão ser afetados pela escassez de AdBlue.

Fontes: Reuters e Auto Motor und Sport

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