Portugal propõe adiar para 2040 o fim dos motores de combustão interna

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Portugal propõe adiar para 2040 o fim dos motores de combustão interna

Além de Portugal, também a Itália, Roménia, Bulgária e Eslováquia pretendem adiar o fim dos motores de combustão interna na Europa.

O fim dos motores de combustão interna na Europa em 2035 até pode ter sido aprovado pelo Parlamento Europeu, mas tal não significa que este seja um «assunto fechado» e são já vários os países que parecem querer adiar esse fim, Portugal incluído.

Depois de o governo alemão se ter manifestado contra a aprovação da proposta da Comissão Europeia para reduzir as emissões de CO2 em 100% para os automóveis novos a partir de 2035, Portugal, Bulgária, Eslováquia, Itália e Roménia vão tomar uma posição conjunta que contraria a votação do Parlamento Europeu.

Os cinco países propõem adiar por cinco anos — até 2040 — a redução das emissões de CO2 em 100% para os automóveis novos.

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Emissões fumo escape
Portugal, Bulgária, Eslováquia, Itália e Roménia não são contra as metas de emissões, pedem apenas que a sua implementação seja adiada.

A proposta deverá ser debatida na sexta-feira numa reunião do Comité de Representantes Permanentes da União Europeia.

O objetivo passa por garantir que em 2035 a redução das emissões seja de 90% no caso dos ligeiros de passageiros e de 80% nos ligeiros de mercadorias, chegando aos 100% apenas em 2040.

As razões desta proposta

Quando questionado acerca das motivações por trás desta proposta, António Costa começou por afirmar: “é preciso ir preparando esta transição energética, que vai exigir um esforço muito grande de investimento de toda a gente”.

O primeiro-ministro reforçou que “esta extensão de cinco anos revela não falta de ambição mas a adequada prudência”, admitindo que esta proposta apoia os construtores.

Acerca destes, António Costa relembrou que “a indústria automóvel em Portugal é uma fileira muito extensa” e que “convém dizer que em Portugal há uma fortíssima indústria de componentes”.

Segundo António Costa, “não podemos colocar pressão excessiva sobre as famílias no processo de transição energética“, recordando que um estudo elaborado pela Organização Internacional do Trabalho alertava para o impacto da transição energética e digital no emprego em Portugal.

Zero condena posição

De acordo com a associação ambientalista “a posição em bloco destes países pode mesmo determinar o gorar da ambição de proibir a venda de carros a combustão a partir de 2035, o que é uma machadada no Pacto Ecológico Europeu“.

A Zero acrescenta ainda que a “tomada de posição de Portugal estará diretamente relacionada com investimentos em linhas de produção de automóveis a combustão realizados pela Autoeuropa no país”.

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