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Vem aí o inverno: 4 dicas para preparar a bateria para o frio

A bateria do nosso carro enfrenta no inverno o seu maior «inimigo»: o frio. Contudo, é possível mantê-la «em forma».

A tradicional bateria de 12 V é vital para o funcionamento do nosso automóvel (alimenta a parte elétrica e eletrónica, e dá energia ao motor de arranque para colocar o motor de combustão em funcionamento), mas há fatores que influenciam o seu desempenho (e também a longevidade) e o frio é um deles.

E a estação do inverno aproxima-se a passos largos; não só é frio como, por norma, é chuvoso, pelo que traz todos os «ingredientes» que estão entre os principais inimigos de qualquer bateria.

Para começar, as temperaturas baixas influenciam a carga da bateria (com temperaturas negativas as baterias chegam a perder 1/3 da carga). Além disto, a maior humidade também não ajuda, dificultando, por exemplo, o contacto dos bornes da bateria.

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Meme inverno
Isto é mais ou menos o que as baterias dos nossos carros devem “pensar” todos os invernos.

Há, no entanto, algumas coisas que podemos fazer para ajudar a bateria do nosso carro a suportar melhor a estação invernosa. E são precisamente esses conselhos que vos deixamos nas próximas linhas.

1. Andem com o carro

Quando circulamos com o nosso carro o alternador recarrega a bateria (usando energia produzida pelo motor de combustão) garantindo a corrente necessária ao funcionamento de todo o sistema elétrico.

Desta forma, para assegurar que não somos «presenteados» com uma bateria descarregada o melhor é dar uma vota com o carro com alguma frequência (pelo menos uma vez por mês). Mas não basta ir até à padaria ao fundo da rua e voltar, ou simplesmente deixar o motor ao ralenti.

Para que o alternador consiga auxiliar a bateria a recuperar a sua forma, ou seja, carregá-la, convém dar uma volta mais longa, de algumas dezenas de quilómetros (40-50 km).

2. Cuidado ao arrancar

Um dos momentos em que a bateria é sujeita a maior esforço é, precisamente, quando colocamos o carro a trabalhar, pois compete a ela fornecer a energia necessária para ligar o motor. E o alternador, o seu «melhor amigo», nesta altura, não se encontra em funcionamento. Desta forma, cabe-nos a nós «dar uma mãozinha» à bateria nessas circunstâncias.

Chave de ignição

Para começar, devemos evitar «forçar» muito o arranque. Deram à chave durante alguns segundos e o carro não pegou? Não desesperem e tentem outra vez.

É preferível fazer isso do que manter a mão na chave (ou o dedo no botão), obrigando o motor de arranque a rodar prolongadamente sem que consiga colocar o motor do carro a trabalhar. Além de forçar o motor de arranque, também contribui para descarregar a bateria mais depressa.

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Outra dica que podem seguir é a de quando dão à chave pisar a embraiagem, caso o carro esteja equipado com caixa manual. Ao fazê-lo, desacoplam o motor da transmissão, diminuindo a resistência mecânica, logo exigindo menos da bateria.

E claro, antes de colocamos o motor a trabalhar, certifiquem-se de que todos os equipamentos elétricos estão desligados, como as luzes exteriores ou o ar condicionado, para não sobrecarregar a bateria nesse momento.

Baterias
O objetivo destas dicas é “dar menos trabalho” aos cabos de bateria.

3. Carregar a bateria

Se por alguma razão, o vosso carro vai ter de ficar parado por um período de tempo longo, então talvez não seja má ideia recorrer a um carregador de bateria.

Este aparelho permite manter a carga da bateria ao longo do tempo, iniciando o carregamento sempre que deteta que a carga está a descer para níveis demasiado baixos.

4. Inspecionem a bateria

Por fim, não há nada melhor para garantir que a bateria do nosso carro está «de boa saúde» como fazer-lhe uma inspeção. Para começar, deve-se verificar o estado dos bornes/terminais da bateria e ver se estes têm ou não uma espécie de «poeira» branca que costumam acumular.

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Caso a tenham deve-se proceder à sua limpeza. Para o fazer bastam uma escova de aço, água destilada e bicarbonato de sódio.

Primeiro desliga-se a bateria (começando pelo polo negativo). Em seguida mistura-se o bicarbonato de sódio com a água destilada e coloca-se essa mistura nos terminais, escovando-os de seguida com a escova de aço.

Baterias

Depois disso, deve-se proceder à lubrificação dos polos da bateria, ajudando a isolá-la em parte dos fatores externos. Esta operação deve ser feita uma vez por mês e para tal convém usar um lubrificante específico.

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Além disto, se tiverem as ferramentas apropriadas, como um voltímetro, podem também verificar a tensão elétrica da bateria. Caso esta esteja abaixo dos 12 V, é praticamente certo que a bateria não vai conseguir cumprir com as suas funções.

Bateria
Há cada vez menos baterias que precisam que se reponha o nível de água destilada.

Por fim, nas baterias mais antigas é ainda necessário verificar o nível de água. Nestas baterias a água destilada é usada não só para diluir o ácido como para manter estável a temperatura da bateria.

Como alguma desta água pode evaporar-se com o tempo e sofrer eletrólise dada as elevadas temperaturas por vezes atingidas pela bateria, por vezes é necessário repor o nível.

E os automóveis híbridos e elétricos?

Agora que os automóveis eletrificados são cada vez mais comuns, será que estas dicas ainda fazem sentido? Sem dúvida que sim.

Os automóveis híbridos e elétricos (e também os semi-híbridos ou mild-hybrids) prescindem do alternador e do motor de arranque, tendo no seu lugar um motor-gerador elétrico. Mas apesar dos híbridos e elétricos virem munidos com baterias de alta tensão (sempre superiores a 100 V, chegando aos 800 V em alguns elétricos), a tradicional bateria de 12 V não desapareceu e continua a estar presente em todos eles.

Tesla Supercharger

A bateria de alta tensão serve para dar energia ao motor ou motores elétricos de tração que locomovem o veículo. Mas a bateria de 12 V que trazem continua a manter as suas funções de dar energia aos vários componentes elétricos e eletrónicos e, no caso dos híbridos, de colocar o motor de combustão em marcha.

Tal como nos carros com apenas motor de combustão, também nos híbridos e elétricos uma bateria de 12 V «morta» é capaz de deixar o carro imobilizado, sem possibilidade de o colocar em marcha — curiosamente, é a causa número um de avaria nos veículos 100% elétricos.

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