Sensores LIDAR em infraestruturas? Podem ser decisivos para condução autónoma

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Web Summit 2021

Sensores LIDAR em infraestruturas? Podem ser decisivos para condução autónoma

Com o desenvolvimento da condução autónoma numa fase de menor fulgor, na Web Summit, HanBin Lee, CEO Seoul Robotics, apresentou uma possível forma de voltar a acelerar esse processo.

Em Web Summit 2021

Depois de uma década na qual foi tema central na indústria automóvel, a condução autónoma parece estar agora numa fase de menor fulgor.

Seja pelo ceticismo criado em volta desta tecnologia após alguns acidentes ou porque entretanto a indústria automóvel teve de se focar (ainda) mais na eletrificação, a verdade é que os automóveis totalmente autónomos continuam a ser apenas protótipos.

Contudo, o mundo da tecnologia continua a trabalhar nesse sentido e há quem aponte um “caminho mais rápido” para tornar os carros autónomos numa realidade. Esse “caminho” foi apresentado pelo o diretor executivo da Seoul Robotics, HanBin Lee, na Web Summit.

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Seoul Robotics
HanBin Lee, o diretor executivo da Seoul Robotics. Na imagem da direita com a sua equipa. Seoul Robotics

A infraestrutura tem de ajudar

Segundo nos contou HanBin Lee na conferência “The future of autonomous mobility is closer — and more accessible — than you think” uma das formas de acelerar o processo de chegada às estradas dos carros autónomos e de reduzir os seus custos, passa por passar parte do “ónus” da condução autónoma para a infraestrutura.

Numa era em que a maioria dos automóveis já contam com inúmeros sensores e até já há alguns com o sistema LIDAR, HanBin Lee defende que é nos edifícios e nas infraestruturas que essa tecnologia deveria ser implementada, principalmente o LIDAR.

Seoul Robotics
A Seoul Robotics já aplicou este conceito no parque de estacionamento de algumas empresas. Seoul Robotics

O que o diretor executivo desta empresa defende, é que depois de os carros já contarem com inúmeras tecnologias para conseguirem conduzir-se de forma autónoma, está na hora de a infraestrutura também assumir o seu papel na condução autónoma, reduzindo até a necessidade de incorporar equipamentos caros (e sensíveis) nos automóveis.

No fundo, esta ideia não é mais do que uma evolução do projeto da SEAT para conetar os automóveis à infraestrutura rodoviária. A diferença é que enquanto na proposta da SEAT o condutor continua a estar presente, na visão de HanBin Lee essa “comunicação” entre o automóvel e a infraestrutura permite-lhe ser totalmente autónomo.

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