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Europa. Híbridos plug-in ganham terreno aos Diesel também nas empresas

O início de 2021 revela um forte crescimento da quota de veículos híbridos plug-in nas empresas em detrimento dos habituais Diesel.

2021 pode muito bem ser o ano dos híbridos plug-in (PHEV) nas empresas.

O início de 2021 é revelador desta inclinação nas escolhas dos gestores de frota e há dois fatores a reter:

  • A maior oferta de carros PHEV
  • A queda do Diesel

Em janeiro, nos cinco principais mercados europeus, registou-se mesmo um recorde: uma quota de 11,7% de híbridos plug-in no setor frotista.

VEJA TAMBÉM: Híbridos “salvam” o mercado nacional em janeiro

A presença de híbridos plug-in nas empresas é quase três vezes maior do que a registada no mercado de clientes particulares, e embora não haja forma de definir que esta é a principal razão, os benefícios fiscais em muito contribuem na hora de escolher este tipo de solução motora.

Quota de híbridos plug-in nas empresas nos principais mercados europeus
Quota de híbridos plug-in nas empresas nos principais mercados europeus. Fonte: Dataforce.

França, Reino Unido, Itália e Espanha registam todos aumentos nas quotas deste tipo de veículo, mas é a Alemanha o país a registar a maior subida. Em janeiro, o principal mercado automóvel europeu registou mesmo um crescimento de 17% das soluções PHEV para o setor frotista.

Marcas como a Mercedes-Benz, BMW, Audi e Volkswagen representam quase 70% dos carros de empresa na Alemanha, sendo seguidas de perto de marcas como a Škoda e a Volvo.

Por outro lado, a quota de carros Diesel nas empresas, nos cinco principais mercados europeus, tem vindo a cair de há cinco anos para cá.

gráfico com quota de Diesel nas empresas nos principais mercados europeus.
Quota de Diesel nas empresas nos principais mercados europeus. Fonte: Dataforce.

Itália é mesmo o país que mantém uma quota “estável” de carros Diesel nas empresas: 59,9% (a maior comparativamente aos restantes mercados).

Mas desde 2015 qua a quota de veículos Diesel nas empresas caiu 30 pontos percentuais (de 72,5% para 42,0%). A maior queda deu-se em mercados como o espanhol ou o britânico, onde a presença do Diesel caiu para metade.

E embora seja cada vez mais rara a presença em segmentos mais pequenos, também se começa a verificar uma tendência para a queda de motorizações a gasóleo nos segmentos médios e superiores.

Este ano assistiremos, com certeza, a um aumento significativo de soluções eletrificadas (100% elétricos e híbridos plug-in). A chegada destas soluções pode mesmo contribuir para a transição de carros com motores de combustão interna para ligeiros 100% elétricos ou híbridos.


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