Indústria

Sinal dos tempos. A maior fábrica de motores Diesel do mundo vai produzir motores elétricos

Detida pela Stellantis, a maior fábrica de motores Diesel do mundo já produzia motores elétricos. Agora o objetivo é aumentar (muito) a produção.

Cada vez mais vista como o futuro do automóvel, a eletrificação está a obrigar a indústria automóvel a adaptar-se e a prova disso mesmo é o futuro da maior fábrica de motores Diesel do mundo.

Localizada na região francesa de Trémery, esta fábrica pertence à recém criada Stellantis e, ao que parece, vai ver a sua atividade profundamente alterada no âmbito do plano de negócio do novo “gigante da indústria”.

Focada na “nova mobilidade” e na eletrificação, a Stellantis prepara-se para, segundo avança a Reuters, passar a produzir motores elétricos na maior fábrica de motores Diesel do mundo.

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Fábrica de Trémery
Até agora a maior fábrica de motores Diesel do mundo vai “abraçar” a eletrificação.

Sinal dos tempos

Curiosamente, desde 2019 que já são produzidos motores elétricos na fábrica de Trémery. No entanto, estes representaram em 2020 apenas 10% da produção.

Agora, a meta passa por duplicar a produção destes motores em 2021, para cerca de 180 mil unidades, e em 2025 alcançar a marca dos 900 mil motores/ano, ao mesmo tempo que a maior fábrica de motores Diesel vai deixando de os produzir.

2021 será um ano crucial, a primeira transição real para o mundo dos modelos elétricos

Laetitia Uzan, representante do sindicato CFTC em Trémery

Na base desta decisão por parte da Stellantis estarão não só as cada vez mais exigentes normas de emissões, que não auguram um grande futuro para o Diesel, como a constante quebra de vendas destes motores desde 2015.

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Problemas à vista?

Como em tudo na vida, “não há bela sem senão”, e esta transição pode vir a custar empregos de acordo com alguns investigadores citados pela Reuters.

Atualmente a fábrica de Trémery emprega mais de 3000 trabalhadores, no entanto, uma vez que os motores elétricos possuem apenas um quinto dos componentes dos motores Diesel, há menos necessidade de mão de obra.

Tremery fábrica
O menor número de componentes dos motores elétricos coloca em causa a necessidade de tantos funcionários.

Apesar de reconhecer que esta transição representa um risco para os empregos, Uzan mostra-se otimista, acreditando que muitos dos trabalhadores se poderão reformar sem serem substituídos.

Acerca desta questão, a Stellantis já afirmou, através de Carlos Tavares, o diretor executivo do grupo, que não planeia fechar fábricas, assim como pretende proteger empregos. Se o vai conseguir fazer, só o tempo (e o mercado) o dirão.

Fontes: Reuters.

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