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Teste de resistência

A história do Volkswagen Polo G40. A mais de 200 km/h durante 24 horas

Hoje o tema central da indústria automóvel é a eletrificação, mas nos anos 80 o foco era outro. O Volkswagen Polo G40 ajudou a convencer que o futuro passava pela sobrealimentação.

Hoje, à exceção dos elétricos (por motivos óbvios) quase todos os automóveis há venda recorrem à sobrealimentação. A fórmula é simples: motores mais pequenos, cuja sobrealimentação consegue aumentar o rendimento ao forçar a entrada de ar na câmara de combustão.

Mas nem sempre foi assim. E como acontece na maioria dos casos, os primeiros modelos a receberem novas tecnologias são os desportivos. A Volkswagen queria começar a produzir motores sobrealimentados, mas o público em geral torcia o nariz a pequenos motores com potências que envergonhavam blocos maiores.

Assim, o primeiro Volkswagen a receber esta tecnologia foi o Volkswagen Polo G40. Um pequeno utilitário cheio de «sangue na guelra». E grande parte desse «sangue na guelra» provinha precisamente do motor.

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Volkswagen Polo G40
Volkswagen Polo G40. Esta foi a derradeira interpretação do Polo G40. Mas os episódios para chegar até aqui são muito são muito interessantes.

A Volkswagen desenvolveu especificamente para o Polo G40 uma evolução do motor 1.3 litros de quatro cilindros, acrescentando um compressor volumétrico G responsável ​​por comprimir o ar para o interior da câmara de combustão.

Este compressor permitia ao pequeno motor 1.3 admitir uma mistura ar/combustível maior, e com isso alcançar uma combustão com maior energia. Tudo isto era controlado por uma gestão eletrónica que a Volkswagen apelidou à época de Digifant.

Motor
Reza a lenda que apenas alterando o diâmetro da polie do compressor «G ladder» era possível aumentar a potência para lá dos 140 cv. Isto num modelo cujo peso não chegava aos 900 kg.

Um teste de fogo para o Volkswagen Polo G40

A tecnologia estava desenvolvida, os engenheiros estavam convencidos e a Volkswagen também. Mas havia um problema. Os clientes da marca olhavam com desconfiança para a fiabilidade de um motor 1.3 litros que era capaz de superar os 113 cv de potência.

Volkswagen Polo G40
As versões preparadas para o teste contavam com uma aerodinâmica mais apurada, arco de segurança e com um ligeiro incremento de potência. De resto, nenhum componente foi revisto para não trair a natureza do teste.

Para acabar com todas as dúvidas, a Volkswagen decidiu colocar a sua tecnologia à prova. Três Volkswagen Polo G40 teriam de ser capazes de cumprir 24 horas, em circuito fechado, a mais de 200 km/h. Sempre!

O local escolhido foi a pista de Enra-Lessien. Foi neste circuito que os Volkswagen Polo G40 conseguiram cumprir o objetivo determinado pela marca. Mais concretamente alcançando uma média final de 207,9 km/h.

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O primeiro passo de uma tecnologia que veio para ficar

Os testes com os três Volkswagen Polo G40 foram um sucesso. Um sucesso que radicou no lançamento do Polo G40 e em 1988, do Volkswagen Golf G60, do Passat G60 Synchro e, mais tarde, do mítico Volkswagen Corrado G60.

Volkswagen Polo G40

Hoje não há nenhum motor da Volkswagen que não recorra à sobrealimentação. Mas o primeiro capítulo não podia ser mais interessante: o pequeno, endiabrado e complexo de conduzir Volkswagen Polo G40. Um carro com o qual já tive algumas lutas que podem recordar aqui. Era tramado, acreditem…

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