Antevisão

GTO Engineering Moderna. Como “re-imaginar” o mítico Ferrari 250 GTO

Especialistas em Ferrari, a GTO Engineering vai lançar-se num projeto só seu, o Moderna, mas que não esconde a inspiração no mais mítico dos Ferrari, o 250 GTO.

O Moderna (nome de código) não é o primeiro projeto inspirado em Ferraris do passado por parte da GTO Engineering, uma empresa britânica especialista nos modelos da marca italiana, seja a mantê-los, restaurá-los ou até prepará-los para eventos onde nenhum detalhe pode ser descurado.

Não há muitos meses eles revelaram o 250 GT SWB Competizione “Revival”, uma recriação praticamente perfeita do Ferrari 250 GT SWB Competizione original, mas modernizado em aspetos chave (caixa de velocidades e chassis, entre outros) que permitem uma utilização quotidiana mais tranquila. Além do mais, não há o risco de danificar os extremamente caros modelos originais de 1960.

O Moderna distingue-se dessa recriação, com a GTO Engineering a considerá-lo o seu primeiro modelo, que quer “celebrar o melhor do automobilismo dos anos 60 com engenharia moderna e derivada da competição”.

VÊ TAMBÉM: Richard Hammond reencontrou-se com o seu Ferrari 550 Maranello, o único que se arrependeu de vender
GTO Engineering Moderna

As parcas especificações anunciadas deixam “água na boca”: menos de 1000 kg animados por um V12, com potência ainda por declarar, e acoplado a uma caixa manual. Integrará tecnologias herdadas do mundo da competição para garantir o baixo peso, assim como materiais.

250 GTO, a musa inspiradora

Como os esboços deixam ver, é fortemente influenciado pelo Ferrari 250 GTO, um dos mais míticos Ferrari de todos os tempos. Porém, o GTO Engineering Moderna, ao contrário do 250 GT SWB Competizione “Revival”, não é uma recriação fiel do 250 GTO; podemos acusá-lo de ser uma versão “re-imaginada” deste.

Só houve 39 unidades produzidas do Ferrari 250 GTO, que dominou os mais variados circuitos durante vários anos na década de 60. Hoje em dia é deve ser o mais desejado automóvel numa qualquer coleção, considerando os preços pelos quais anda a ser transacionado — o 250 GTO é o mais caro automóvel vendido alguma vez em leilão. Ou melhor, dois dos 250 GTO são os automóveis mais caros vendidos em leilão: um foi vendido por mais de 32,5 milhões de euros, enquanto o mais caro atingiu uns ainda mais impressionantes 42,7 milhões de euros.

Há ainda um terceiro, que trocou de mãos de forma privada, estima-se, por 60 milhões de euros!

Ferrari 250 GTO 1960
Ferrari 250 GTO, 1960

Não se espera que o GTO Engineering Moderna atinja valores tão elevados, mas é de esperar que chegue a custar várias centenas de milhar de euros. A empresa britânica estima que cada um demore 18 meses a ser construído, devido ao processo maioritariamente artesanal de fabrico. Só o V12 demorará 300 homem-horas. Naturalmente cada unidade será costumizada ao mais ínfimo pormenor pelos seus donos.

Mais artigos em Notícias