Indústria

Stellantis. Este é o nome do novo grupo resultante da fusão FCA/PSA

O novo e gigante grupo automóvel que resultará da fusão entre a FCA e o Groupe PSA já tem um nome: Stellantis. De onde vem o nome?

Adeus FCA e adeus PSA. Quando a fusão entre os dois grupos automóveis estiver concluída, criando no processo o 4º maior grupo automóvel do mundo, passará a ser conhecido como Stellantis.

De onde vem este incomum nome? De acordo com o comunicado oficial, o nome Stellantis provém do verbo latino “stello”, que significa “iluminar com estrelas”:

O nome inspira-se nesse novo e ambicioso alinhamento de marcas automóveis lendárias e com culturas empresariais fortes que, com esta união, criam um dos novos líderes da próxima era da mobilidade, ao mesmo tempo que preservam todo o valor excecional da nova empresa, bem como os valores das partes a constituem.”

VÊ TAMBÉM: Fusão FCA-PSA. Palavra de ordem: consolidar

Stellantis passará a ser a nova marca corporativa, a forma como identificaremos o novo Grupo. Não só ficámos a saber o nome do novo gigante automóvel, como também foi revelado o logótipo que podem ver nas imagem.

Fiat 500C e Peugeot 208

E a fusão, em que ponto é que está?

A conclusão do processo de fusão, de acordo com a FCA e PSA, deverá estar terminado no primeiro trimestre de 2021. De momento decorrem negociações de parte a parte, incluindo a aprovação pelos acionistas de ambas as empresas, nas respetivas Assembleias Gerais Extraordinárias.

Também as entidades reguladoras continuam a escrutinar todo o processo. Recentemente vimos a Comissão Europeia iniciar uma investigação devido aos receios de que este novo gigante, agora chamado de Stellantis, obtenha uma posição dominante no setor dos veículos comerciais, ameaçando as leis da concorrência — os números combinados dos dois grupos resultará numa quota de 34% no mercado europeu.

O prazo de investigação foi recentemente prolongado até 13 de novembro — a investigação deveria terminar, originalmente, em outubro —, após a Comissão Europeia ter pedido às partes envolvidas que avançassem com algumas concessões, algo que nunca chegaram a fazer.

As autoridades da concorrência nos EUA, China, Japão e Rússia já deram luz verde para o avanço da fusão, pelo que fica a faltar a aprovação da União Europeia.

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