Desporto Automóvel

Sir Stirling Moss morre aos 90 anos. Um campeão não se faz apenas de títulos

Relembrado por muitos como "o maior piloto que nunca venceu o Mundial de F1", Sir Stirling Moss, o ex-piloto britânico venceu 212 das 529 corridas em que participou em várias categorias do automobilismo.

Stirling Moss. É, foi e será sempre um dos maiores nomes da história da Fórmula 1 e do automobilismo mundial. Uma lenda que nos deixou hoje aos 90 anos de idade.

“O meu maravilhoso marido não está mais connosco”, declarou à imprensa Lady Moss.“Morreu calma e pacificamente em casa, na sua cama. Quero dizer que considero ser a esposa mais sortuda por ter tido o melhor marido do mundo.”

Desde 2018 que Sir Stirling Moss — sempre muito participativo no mundo automóvel — não participava em eventos públicos devido a complicações de saúde das quais nunca recuperou totalmente.

Recordamos que em 2016, Sir Moss passou 134 dias no hospital devido a uma infecção no peito enquanto estava de férias em Singapura.

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A carreira de Sir Stirling Moss

Moss começou sua carreira profissional em 1950 e ganhou fama ao vencer o Troféu de Turismos de Inglaterra.

A sua carreira na Fórmula 1 começou em 1951, campeonato onde venceu 16 Grandes Prémios — dois dos quais em Portugal. Fora da Fórmula 1 também conheceu a glória ao vencer as míticas corridas Mille Miglia, Targa Florio e Sebring 12 Hours.

No total, durante a sua vitoriosa carreira, Sir. Stirling Moss ganhou 212 corrida.

A sua carreira viria a terminar de forma abrupta após um grave acidente em Goodwood, no Glover Trophy de 1962. Em virtude desse acidente, Moss esteve mais de um mês em coma e durante seis meses com paralisia em algumas zonas do corpo.

Sir Stirling Moss em Goodwood de regresso a uma das suas flechas prateadas, na pista que quase lhe reclamou a vida. © João Faustino / Razão Automóvel

Felizmente viria a recuperar e inclusivamente continuou a competir em eventos históricos até avançada idade, onde era presença habitual.

Um campeão que não se faz apenas de títulos

Vice-campeão do mundo de Fórmula 1 quatro vezes entre 1955 e 1961, o jovem Stirling Moss mostrou ao mundo que os títulos não são o único indicador de grandeza de um piloto. E um desses episódios aconteceu no nosso país, no Grande Prémio de Portugal.

Stirling Moss perdeu o título da F1 em 1958 para o seu compatriota Mike Hawthorn, depois de impedir junto da organização que Mike Hawthorn fosse desclassificado, quando este foi acusado de ter colocado o seu monolugar em funcionamento em sentido contrário.

No colégio de comissários, Stirling Moss, afirmou que a manobra do seu adversário foi feita na escapatória da pista e em segurança. Contrariamente ao que havia defendido o comissário de pista.

No final da temporada de 1958, perdeu o título por apenas 1 ponto. Perdeu o título mas ganhou o respeito e admiração de todos os seus adversários e aficionados do desporto automóvel.

De resto, todos são unânimes em afirmar que Stirling Moss foi um dos melhores pilotos de todos os tempos, adversário em pista de nomes como Jim Clark e Juan Manuel Fangio. Só não foi campeão do mundo pela sua teimosia em colocar os seus princípios à frente das vitórias.

Ao longo da sua carreira, muitas vezes foi prejudicado pela sua determinação em conduzir para equipas inglesas e privadas.

Em 2000, pelo exemplo seu exemplo humano e desportivo foi ordenado cavaleiro, Sir Stirling Moss

A Razão Automóvel gostaria de transmitir as condolências à família, amigos e a todos os fãs de Stirling Moss.


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