Ambiente

Reino Unido quer proibir a venda de automóveis com motor de combustão até 2035

Até 2035 o Reino Unido pretende proibir a venda de automóveis com motor de combustão. E nem os híbridos e híbridos plug-in escapam.

Inicialmente apontada para 2040, a proibição da venda de automóveis com motor de combustão no Reino Unido foi agora antecipada para 2035. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro britânico Boris Johnson no lançamento da cimeira COP26 que se realiza em novembro em Glasgow, na Escócia.

Descrita como uma forma de ajudar o Reino Unido a alcançar a neutralidade carbónica até 2050, a medida foi confirmada pelo governo britânico que afirmou que “vai continuar a trabalhar com todos os setores da indústria para acelerar o lançamento de veículos com emissões zero”.

Já em 2018 o governo britânico tinha apresentado planos para banir a venda de automóveis a gasolina e Diesel a partir de 2040. A grande diferença entre o plano original e o atual é o facto de o primeiro permitir a venda de veículos híbridos e híbridos plug-in desde que emitissem menos de 75 g/km de CO2.

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Ora, no novo plano apresentado por Boris Johnson nem esses modelos se salvam. Aliás, o governo britânico menciona até a possibilidade de “caso seja possível uma transição mais rápida” a proibição chegar ainda mais cedo, havendo membros do governo que defendem que esta deveria ser introduzida, o mais tardar, até 2030.

As reações

Uma das principais críticas à proibição da venda de automóveis com motor de combustão anunciada por Boris Johnson surgiu pela voz de Mike Hawes, diretor da SMMT (Society of Motor Manufacturers and Traders).

Hawes afirmou que os construtores estão a apostar em modelos 100% elétricos mas relembrou que “estas tecnologias ainda são caras e representam uma pequena fração das vendas, fica claro que acelerar uma ambição já muito ambiciosa exigirá mais do que o investimento da indústria”.

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Para o diretor da SMMT, esta medida é “acerca de uma transformação de mercado”, algo que o levou a afirmar: “Se o Reino Unido quer liderar a agenda global de emissões zero, precisamos de um mercado e de um ambiente comercial competitivos para incentivar as marcas a vender e produzir aqui”.

Face a tudo isto, Hawes declarou: “precisamos de saber como o governo planeia cumprir as suas ambições de uma maneira sustentável, que proteja a indústria e o emprego, que permita que pessoas de todos os estratos sociais e regiões do país se adaptem, e que não prejudique as vendas dos modelos de baixas emissões atualmente em comercialização, incluindo os híbridos, que são essenciais para cumprir as metas atuais “.

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