Salão de Tóquio 2019

O que esperar da Lexus em 2030? O LF-30 Electrified é a resposta

O Lexus LF-30 Electrified é um crossover elétrico para 2030, que pode também ser autónomo, e integra tecnologias que veremos nos seus próximos modelos.

Nas vésperas de anunciar o seu primeiro elétrico (já em novembro de 2019), a Lexus apresentou-se no Salão de Tóquio com um futurista concept, o LF-30 Electrified, um crossover 100% elétrico para o ano 2030.

Não antevê nenhum modelo de produção, mas a plataforma onde assenta é bem real. Trata-se de uma exclusiva para futuros modelos elétricos da Toyota e Lexus, cujo primeiro modelo de produção deverá surgir nos próximos dois, três anos.

Provavelmente o detentor do mais espetacular design na edição deste ano do Salão de Tóquio, o Lexus LF-30 Electrified, não parece, mas é bastante grande, tendo 5,09 m de comprimento, 1,995 m de largura, 1,6 m de altura e uma longa distância entre eixos de 3,2 m.

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Destaque para as enormes portas “asa-de-gaivota” e a futurista interpretação da típica grelha “spindle” da Lexus. As proporções são igualmente únicas, com uma frente e traseira bastante curtas, só possível por ser 100% elétrico. Não dará origem a um modelo de produção, mas poderá influenciar o design de futuros modelos da marca.

Um motor por roda

Os motores elétricos estão integrados nas próprias rodas (in-wheel motors), ou seja, quatro no total, totalizando 544 cv e 700 Nm, permitindo lançar os 2400 kg do Lexus LF-30 Electrified até aos 100 km/h em apenas 3,8s e atingir limitados 200 km/h de velocidade máxima.

Uma das vantagens desta disposição, um motor por roda, permite também alternar entre tração dianteira, tração traseira e tração integral, de acordo com a situação.

O concept curiosamente não apresenta uma porta de carregamento — a esperança da Lexus é que em 2030, o ano para que este concept foi pensado, o carregamento já possa ser efetuado por indução, sem a confusão de cabos atuais.

Suporta carregamentos a 150 kW e as baterias são de estado sólido e não de iões de lítio. De acordo com a Lexus, estas têm 110 kWh de capacidade e permitem ao LF-30 Electrified uma autonomia máxima de até 500 km (WLTP).

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Coluna de direção? Não tem

Considerando o ano para o qual foi projetado, naturalmente o LF-30 Electrified permite condução autónoma. No entanto, ainda vemos um volante no seu interior, possibilitando-nos de o conduzir.

Este é do tipo steer-by-wire, ou seja, não existe nenhuma ligação mecânica entre o volante e o eixo de direção. Uma tecnologia comum na aviação de hoje, mas nos automóveis, até hoje, só houve um automóvel a aplicá-la: o Infiniti Q50 em 2014, apesar de, por razões regulamentares, ter sido obrigado a manter uma ligação mecânica.

A vantagem de não ter ligação mecânica pode ser observada quando em modo autónomo, com o volante a recolher para o painel de bordo, libertando mais espaço para o condutor.

Lexus LF-30 Electrified

Quando em modo autónomo, e recorrendo aos últimos avanços da tecnologia de condução autónoma “Lexus Teammate”, o LF-30 Electrified tem dois modos: Chaffeur e Guardian. Pode ainda estacionar sozinho ou “apanhar” à porta de casa os ocupantes.

Interior sci-fi

Se o exterior impressiona o que dizer do interior? Aqui impera o digital, a inteligência artificial e a realidade aumentada.

Todo o cockpit foi desenhado de acordo com o conceito “Tazuna”, inspirado por “como uma única rédea pode ser usada para alcançar uma compreensão mútua entre cavalo e cavaleiro”. Não existem botões físicos, exceto os que encontramos no volante, que permitem controlar todo o interface que integra um head-up display.

Lexus LF-30 Electrified

Além dos parcos botões no volante, a interação com o interior pode ser efetuada através de gestos, como acontece com o interface do lugar do passageiro, e a informação à nossa disposição pode recorrer à realidade aumentada.

Lexus LF-30 Electrified

Os ocupantes traseiros não foram esquecidos, com bancos de uso flexível — com vários modos como reclinar, relaxamento e alerta —, sistema áudio da Mark Levinson capaz de isolar cada ocupante no seu espaço sonoro e um teto em vidro que é também um interface.

Lexus LF-30 Electrified

O Skygate, como é chamado, é controlado por voz ou gestos, recorrendo a realidade aumentada para expor vários tipos de informação: desde um céu estrelado, a vídeos e até navegação. Um pormenor curioso, podemos variar livremente a opacidade das janelas, podendo criar um espaço mais privado.

Não falta sequer um… drone

Denominado “Lexus Airporter”, o drone do LF-30 Electrified é também autónomo e cabe a ele cumprir tarefas como transportar bagagem da porta de casa à porta da… bagageira.

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