Elétricos

Bosch. Automóveis elétricos mais seguros graças a… mini-explosões

Para tornar os automóveis elétricos e híbridos mais seguros em caso de acidente, a Bosch recorreu a uma solução… explosiva.

Mini-explosões para tornar os automóveis elétricos e híbridos mais seguros? Parece descabido, mas usar pequenos dispositivos pirotécnicos para equipamentos de segurança não são uma novidade no mundo automóvel — airbags, lembram-se como funcionam?

A Bosch pegou no mesmo princípio para elevar a segurança dos ocupantes e das forças de segurança em caso de acidente com um automóvel elétrico.

É fácil perceber o porquê. O risco de eletrocussão é real, seja dos ocupantes ou das forças de segurança, caso os cabos de alta tensão estejam danificados e entrem em contacto com a estrutura ou carroçaria.

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Convém relembrar o quão elevada é a tensão dos veículos híbridos e elétricos que temos no mercado, cerca de 400 V e 800 V. Bem superior ao das tomadas domésticas que temos em casa (220 V). É essencial que, em caso de acidente, a corrente elétrica seja imediatamente cortada.

O sistema da Bosch recorre, assim, a microchips capazes de desativar a corrente de forma praticamente imediata em caso de acidente. Como? Estes fazem parte de um sistema com um interruptor de segurança pirotécnico que a Bosch denominou “pyrofuse”.

Este sistema recorre à informação do sensor do airbag que, caso detete um impacto, os mini-dispositivos — não mais do que 10 mm por 10 mm, e não pesando mais que algumas gramas — acionam o “pyrofuse”.

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Bosch CG912
O CG912 é o ASIC (circuito integrado para aplicação específica) usado pela Bosch no seu sistema de segurança “pyrofuse”. Não maior do que uma unha, o CG912 tem sido usado, até agora, como interruptor para acionamento do airbag.

Isto origina uma série de (muito) pequenas explosões que empurram uma cunha em direção à cablagem de alta tensão que existe entre a bateria e a unidade de controlo eletrónico, cortando a corrente entre os dois. Assim, diz a Bosch, “o risco de choque elétrico e fogo é eliminado”.

Apesar desta solução representar um avanço em matéria de segurança, a verdade é que ainda existe um potencial risco de incêndio, caso as baterias fiquem danificadas com o embate.

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