Greve

Greve dos motoristas de matérias perigosas às horas extraordinárias já tem data

Entre os dias 7 e 22 de setembro os motoristas de matérias perigosas voltam a parar. Desta vez a greve abrange apenas as horas extraordinárias.

Apenas três dias depois de ter posto um ponto final na greve, o SNMMP apresentou hoje um novo pré-aviso de greve. Ao contrário das duas últimas paralisações, esta vai apenas afetar as horas extraordinárias, decorrendo entre 7 e 22 de setembro.

Esta greve surge depois de o processo de negociação para a mediação do conflito entre o SNMMP e a ANTRAM ter caído por terra na passada terça-feira, levando a que o sindicato que representa os motoristas de matérias perigosas decidisse avançar para uma greve ao trabalho suplementar.

Na base da quebra das negociações esteve o facto de o SNMMP ter tentado garantir um aumento de 40% no subsídio de operações acordado entre a ANTRAM e a FECTRANS (passaria de 125 para 175 euros) e o pagamento de todas as horas extraordinárias (atualmente apenas são pagas duas horas extraordinárias), tudo isto ainda antes de iniciada a mediação.

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Como seria de esperar isto não agradou à ANTRAM, que acusou o sindicato de querer impor condições ainda antes de as negociações começarem, com o porta-voz dos patrões, André Matias de Almeida, a afirmar que “o sindicato não aceitou o processo de mediação proposto”.

Vai haver serviços mínimos?

Após uma quebra nas negociações que levou o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, a declarar que o sindicato queria “definir resultados ainda antes da mediação se iniciar”, afirmando ainda que “Não é assim que se faz um processo de mediação”, os motoristas de matérias perigosas preparam-se para uma paralisação diferente das duas feitas até agora.

É que se nas últimas greves a paralisação foi total, desta vez apenas vai incidir sobre as horas extraordinárias, ou seja, sobre todo o trabalho feito para lá das oito horas de trabalho diário, aos fins de semana e aos feriados, com o presidente do sindicato, Francisco São Bento, a afirmar que fica “assegurado todo o trabalho nos dias úteis”.

No entender do SNMMP, esta greve cirúrgica vai “comprovar que as empresas do setor dos transportes apenas funcionam com base no trabalho suplementar destes trabalhadores”.

Já no que diz respeito ao estabelecimento de serviços mínimos, Francisco São Bento declarou que “uma vez que estão assegurados os horários de função normal de qualquer trabalhador”, o SNMMP “não vê necessidade de apresentar serviços mínimos porque os trabalhadores irão exercer as suas funções como está ao abrigo da lei”.

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