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Toyota, Mitsubishi, Fiat e Honda vão vender o mesmo carro. Porquê?

O badge engineering não é novidade, mas não é normal quatro marcas distintas decidirem vender exatamente o mesmo carro. Mas vai acontecer, na China.

E se te dissermos que na China, a Toyota, Honda, Fiat-Chrysler e Mitsubishi vão vender exatamente o mesmo carro, e que nenhuma delas o concebeu? Estranho, não é? Melhor, e se te dissermos que na grelha, em vez de surgir o símbolo de uma das quatro marcas, vai estar sempre o símbolo da marca chinesa GAC? Confuso? Nós esclarecemos.

A razão pela qual estas quatro marcas vão todas vender o mesmo carro sem lhe fazerem uma única alteração é até bastante simples: as novas leis anti-poluição chinesas.

De acordo com as novas normas chinesas a começar em janeiro de 2019, as marcas têm de atingir uma certa pontuação para os chamados veículos a novas energias relacionado com a produção e comercialização de modelos de zero emissões ou de emissões reduzidas. Se não atingirem a pontuação necessária, as marcas serão obrigadas a comprar créditos, ou serão penalizadas.

Nenhuma das quatro marcas visadas quer sair penalizada, mas como nenhuma iria ter um carro pronto a tempo decidiram recorrer às famosas joint-ventures. Curiosamente, todas elas têm uma parceria com a GAC (Guangzhou Automobile Group).

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GAC GS4
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Modelo igual, variantes diferentes

A GAC comercializa sob o símbolo Trumpchi, o GS4, um crossover disponível em variante híbrida plug-in (GS4 PHEV) e elétrica (GE3). O mais estranho nesta parceria é que as versões deste modelo vendidos pela Toyota, FCA, Honda e Mitsubishi manterão o logótipo da GAC na dianteira, com a identificação das respetivas marcas apenas na traseira.

É a disponibilidade das várias variantes que torna o crossover tão apelativo às várias marcas. Assim, e de acordo com a Automotive News Europe, a Toyota apenas planeia vender a versão 100% elétrica do modelo. Já a Mitsubishi vai oferecer a versão elétrica e ainda a híbrida plug-in, sendo que tanto a Fiat-Chrysler como a Honda apenas pretendem vender as versões híbridas.

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Trata-se, efetivamente, de uma manobra de “desenrascanço”, enquanto não chegarem produtos próprios das marcas ao mercado. Apesar de algumas delas já terem veículos eletrificados nas suas gamas não são produzidos localmente. Isto significa uma tarifa de importação de 25%, anulando qualquer possibilidade de vender nos números necessários para cumprir os regulamentos.

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