Antevisão

Wankel. Mazda confirma regresso, mas não como estás a pensar…

O motor Wankel é considerado uma das criações mais interessantes do mundo automóvel. Vai regressar em 2020 mas não o vais ouvir a "gritar" de forma esplendorosa.

Já não é a primeira vez que falamos no futuro do motor Wankel, uma temática que tem merecido muitas linhas aqui na Razão Automóvel.

No início deste ano revelámos que o Wankel iria renascer como um extensor de autonomia para um veículo elétrico. Depois a Mazda registou a patente e isso mereceu um artigo com a explicação de tudo o que deveria acontecer, antecipando o que já esperávamos. Agora a Mazda confirmou oficialmente o regresso.

A criação de Félix Wankel encontra agora na Mazda uma nova vida como um rotor único, sem ligação ao eixo motriz e numa posição horizontal, ao contrário da tradicional posição vertical que encontramos nas máquinas que dependem do Wankel para a sua locomoção.

Porquê um Wankel?

Como já tínhamos avançado, a escolha pelo Wankel, testada num anterior protótipo com base no Mazda2, resulta da ausência de vibrações e tamanho compacto: o motor de apenas um rotor, ocupa o mesmo espaço que uma caixa de sapatos — com os periféricos instalados, como refrigeração, o volume ocupado não é maior que duas caixas de sapatos.

Ver para crer: Um Volkswagen Golf R420 a testar no Nürburgring é a esperança que precisávamos

Qual será a função deste motor?

Este motor Wankel será instalado numa das variantes do futuro modelo 100% elétrico que a Mazda vai lançar em 2020, confirmando as nossas previsões (ok, falhámos apenas na data). Servirá de extensor de autonomia, eliminando a ansiedade provocada por estas propostas, devido ao receio que os seus utilizadores têm de ficar “apeados”. Aquilo a que os ingleses chamam de range anxiety.

A Mazda anuncia ainda a compatibilidade do Wankel com GPL e, em caso de emergência, poderá mesmo servir como gerador de eletricidade.

wankel 2020

Ainda assim, a Mazda considera que não será verdadeiramente necessária a intervenção deste motor. O construtor japonês acredita que o facto de os condutores não percorrerem mais do que 60 km por dia, em média, nas deslocações trabalho-casa, vai tornar muito rara a utilização deste motor.

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