Segurança

Tesla Model 3 realiza primeiros testes de colisão. É seguro?

Há muitos problemas a resolver ainda relativamente ao Tesla Model 3, mas a segurança revelada nestes primeiros testes de colisão prova ser de elevado nível.

A National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), realizou testes de colisão (crash tests) a um dos automóveis mais badalados e ansiados de sempre, o Tesla Model 3.

Pode haver um “inferno na produção”, e agora um “inferno na distribuição” — a tarefa de entregar os Model 3 encomendados está-se a revelar particularmente complexa, com muitos atrasos —, mas os resultados alcançados nos testes de colisão da NHTSA deverão deixar Elon Musk bastante satisfeito.

Tal como aconteceu com o Model S e com o Model X, o Tesla Model 3 alcançou nota máxima de cinco estrelas, com o brilharete de ter conseguido, igualmente, nota máxima em todas as categorias testadas, fenómeno raro na indústria.

RELACIONADO: O Tesla Model 3 “é como uma sinfonia de engenharia”… e lucrativo

Na NHTSA, o teste de colisão frontal abrange apenas um tipo, à velocidade de 56 km/h, com toda a frente a absorver a energia do embate, não existindo colisão frontal com desfasamento (40%), mais exigente para a estrutura; e são realizados testes de embate lateral — inclui também embate contra poste —, e de resistência ao capotamento.

Tesla Model 3 Crash test

Teremos de aguardar pelos testes de outro organismo norte-americano, o IIHS (Insurance Institute for Highway Safety), onde as velocidades praticadas (64 km/h) e os testes de colisão refletem melhor o que vemos no “nosso” Euro NCAP; e até como o Tesla Model 3 se poderá comportar no mais temido de todos os testes, sem correspondência na Europa, o “small overlap” ou pequena sobreposição, onde apenas 25% da frente do carro absorve toda a energia do embate, que se tem revelado “fatal” para muitos veículos considerados muito seguros.

Modelos da Tesla entre os automóveis mais seguros

Os Tesla continuam a ser, assim, dos automóveis mais seguros à venda — apesar dos mediáticos acidentes em que se vêm envolvidos deverem-se, essencialmente, à confiança excessiva colocada nas capacidades do Autopilot (um sistema de condução autónoma Nível 2 e não Nível 5), mas a capacidade do veículo em proteger os ocupantes em caso de colisão nunca esteve em causa.

Uma das vantagens de terem sido concebidos como elétricos de raíz, foi o de ter permitido libertar a frente do veículo, onde no geral encontramos um motor térmico nos outros automóveis, facilitando a criação de uma zona de deformação mais eficaz na absorção da energia do embate. As pesadas baterias, colocadas no chão do veículo, contribuem igualmente para reduzir as probabilidades de capotamento, mesmo quando se trata do SUV Model X.

Subscreve o nosso canal de Youtube.

Sabes responder a esta?
Em que ano Colin Chapman construiu o primeiro Lotus?
Não acertaste.

Mas podes descobrir a resposta aqui:

Lotus Mark I. Onde está o primeiro Lotus construído pelo seu fundador?

Mais artigos em Notícias

Os mais vistos