Transportes

Linha de Cascais. Poderão autocarros substituir o comboio?

A necessitar de uma profunda intervenção, outras soluções são sugeridas para a linha de Cascais, como usar autocarros em vez de comboios. Concordas?

Tal como aconteceu com a Carris, em Lisboa, Carlos Carreiras, o presidente da Câmara Municipal de Cascais, em declarações ao jornal Público, diz que a autarquia está disponível para assumir a gestão da linha ferroviária, tendo em conta o estado de degradação do serviço e a falta de investimento do Estado:

Estamos abertos a qualquer tipo de solução que resolva este problema grave. Até há disponibilidade, se quiserem, de concessionarem a linha às câmaras de Cascais, Oeiras e Lisboa. Se as outras não quiserem, Cascais está pronta para assumir a concessão.

Declarações que vão no mesmo sentido de um artigo de opinião do mesmo ao jornal i, em que acrescenta, inclusive, uma solução alternativa para a linha ferroviária de Cascais, o BRT, ou Bus Rapid Transit:

Perante a falência da Linha de Cascais, não há mais tempo a perder: temos de lançar o BRT (bus rapid transit) em dois eixos: na A5, em faixa dedicada; e no atual espaço canal da linha da CP, que deve ser passado para a gestão das autarquias.

O que é o Bus Rapid Transit?

A analogia mais próxima é imaginar um metro de superfície, mas com autocarros em vez de composições sobre carris. Ou seja, um sistema “fechado”, com vias exclusivas e bilheteiras fora dos veículos, para acelerar a entrada e saída de passageiros. E quando não há outro caminho que não seja o de se cruzar com outra via, têm prioridade perante todos os outros veículos.

BRT, Jacarta, Indonésia
TransJakarta em Jacarta, Indonésia. Com 230,9 km de extensão, é o sistema BRT mais longo do mundo.

Já está em uso em várias cidades do planeta, cujos benefícios do BRT se traduzem na combinação da capacidade e velocidade de um sistema de metropolitano, com a flexibilidade, simplicidade e custos inferiores de um sistema de autocarros.

A implementação do BRT na linha de Cascais obrigaria à requalificação do canal por onde circulam os comboios, mas, como Carlos Carreiras refere ainda ao Público, o BRT “é a solução em limite, embora seja a que menos gostaríamos de ter“. Mas reconhece as vantagens do BRT: “Do ponto de vista ambiental, é tão ou mais favorável do que a solução ferroviária. E tem uma vantagem adicional: tanto pode andar no espaço-canal como fora dele”.

“Seja qual for a solução, tem é de haver uma solução”

Não faltam projetos para a linha ferroviária de Cascais — muitos já foram anunciados nos últimos 20 anos, sem, no entanto, saírem do papel —, a incidir na modernização das linhas, sistemas de sinalização, telecomunicações e, claro, na renovação dos comboios — atualmente, são dos mais antigos em circulação na frota da CP. Está previsto para breve um concurso público para a aquisição de novos comboios, mas deverá tardar, na melhor das hipóteses, três anos para os vermos em circulação.

Fonte: Público; Jornal i

Imagem: FlickrCC BY-SA 2.0

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