Indústria

Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi garante poupanças de 5,7 mil milhões

Hoje em dia um dos maiores grupos automóveis mundiais, a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi tem-se revelado também profícua. Tudo graças às sinergias.

Formada atualmente pelos construtores Renault, Nissan e Mitsubishi, a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi acaba de anunciar uma poupança de 5,7 mil milhões de euros ao longo do último ano, só graças às sinergias conseguidas entre os três fabricantes.

Detendo, no seu seio, não apenas as marcas Renault, Nissan e Mitsubishi, mas vários outros emblemas, como é o caso da Infiniti, Datsun, Dacia, Alpine, Renault-Samsung e AvtoVAZ, a Aliança, e as marcas que a integram, tem aproveitado o esforço conjunto para desenvolver novas plataformas, componentes e tecnologias. Encargos que, de outra forma, representariam um esforço financeiro desmesurado, no orçamento de um só construtor.

Ao mesmo tempo, as marcas passaram igualmente a fazer compras, operações financeiras e logísticas, em conjunto, conseguindo, dessa forma e pela quantidade, preços mais atrativos.

A Aliança tem tido um impacto direto e positivo no crescimento e lucro de cada um dos membros. Só em 2017, a Aliança ajudou a projetar a performance das três principais companhias, incluindo a Mitsubishi Motors, que assistiu ao seu primeiro ano de ganhos resultantes das sinergias

Carlos Goshn, Chairman da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi
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Objetivo: 10 mil milhões de euros

Recorde-se que 2017 foi o primeiro ano completo após a integração da Mitsubishi na Aliança, tendo tal facto contribuído para uma poupança nos gastos do grupo, resultante das sinergias, em cerca de 14%, de cinco mil milhões, para 5,8 mil milhões de euros.

Entretanto, os planos de Ghosn e da restante equipa dirigente passam por poupanças na ordem dos 10 mil milhões de euros, até 2022, só em resultado das sinergias no seio da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi. Altura em que o grupo prevê igualmente estar a produzir cerca de 14 milhões de veículos ao ano — em 2017, venderam mais de 10,6 milhões de viaturas, ultrapassando os rivais Toyota (10,5 milhões de viaturas) e Volkswagen (10,3 milhões).

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