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Salão de Pequim 2018

Isdera Commendatore GT. O regresso do pequeno construtor de superdesportivos

Para os mais "trintões", a Isdera não é um nome totalmente estranho. E se jogaram Need for Speed II, certamente lembram-se do fantástico Commendatore 112i. Pois bem, parece que a marca e o Commendatore estão de volta.

É um nome pouco conhecido, sem dúvida, mas a Isdera já fez parte do sonho e fantasia de muitos entusiastas automóveis na década de 80 e 90. Sobretudo, após o seu modelo mais ambicioso de todos, o superdesportivo Commendatore 112i ter feito parte da saga Need for Speedmuitas horas perdi eu a jogar o segundo episódio da saga, onde este modelo estava presente…

Um pouco como a Pagani, que recorre a mecânicas Mercedes, também a Isdera tem uma forte ligação à marca alemã, mas ainda mais profunda. As suas origens, ainda a empresa não tinha sido fundada, remontam a um concept da marca da estrela, o CW311 (1978), elaborado por Eberhard Schulz, o futuro fundador da marca.

Seria em 1981 que a Isdera seria oficialmente fundada, com o objetivo de lançar a versão de produção do CW311 — um desportivo com motor em posição central traseira e portas asas-de-gaivota —, após a Mercedes não ter demonstrado nenhum interesse nesse sentido.

O primeiro Commendatore

Em 1993, seria conhecido o seu projeto mais ambicioso, o Commendatore 112i, um superdesportivo com V12 Mercedes e pouco mais de 400 cv, mas graças à baixa resistência aerodinâmica — o Cx era apenas de 0,30 — capaz de alcançar aproximadamente 340 km/h.

Nunca chegou efetivamente a entrar em produção — a Isdera entraria em bancarrota — e só se conhecem duas unidades: o protótipo pré-produção apresentado ao público em 1993, totalmente funcional, e a atualização que sofreu em 1999, recebendo o nome de Silver Arrow C112i — novo e mais potente V12, ainda de origem Mercedes, agora com mais de 600 cv e anunciava 370 km/h.

Isdera de volta

Agora, não só a marca parece estar de volta, como também o nome Commendatore. No Salão de Pequim — que abre as portas já amanhã — veremos o Isdera Commendatore GT, e ao fazer parte do zeitgeist (espírito da época), surge agora como um desportivo elétrico.

Isdera Commendatore GT
Isdera do séc. XXI não podia deixar de ter portas asas-de-gaivota

Apesar de partilhar o nome com o predecessor movido a hidrocarbonetos, pouco ou nada tem a ver com ele em termos visuais, apesar de manter as portas asas-de-gaivota.

Tudo indica que virá com dois motores elétricos — um por eixo — capazes de produzir um total de 815 cv e 1060 Nm, alimentados por um pack de baterias de 105 kWh. O peso indicado ronda os 1750 kg, o que não é muito elevado, tratando-se de um elétrico de generosas dimensões — 4,92 m de comprimento e 1,95 m de largura.

Apesar dos números de potência e binário as prestações parecem… modestas. “Apenas” 3,7s para atingir os 100 km/hum Tesla Model S P100D retira facilmente um segundo a esse tempo —, e os 200 km/h são alcançados em menos de 10s. A velocidade máxima anunciada é de 302 km/h, mas ninguém a alcançará, pois vêm limitados eletronicamente a 250 km/h.

O Isdera Commendatore GT anuncia 500 km de autonomia — já de acordo com o WLTP — e promete carregamentos rápidos, com 80% da capacidade da bateria a poder ser carregada em 35 minutos.

O Commendatore GT não é um concept, mas sim um modelo de produção. Se é que podemos chamar de modelo de produção um automóvel que, aparentemente, será produzido apenas em duas unidades, já previsivelmente vendidas. Espera-se que mais informações sobre o modelo e a marca sejam divulgados durante o Salão de Pequim.

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