Emissões

WLTP. BMW interrompe (também) produção do Série 7 a gasolina

A BMW vai ter de interromper a produção dos Série 7 a gasolina, durante um ano inteiro. A culpa é do WLTP, responsável também pelo fim precoce de alguns motores e por emissões oficiais mais elevadas.

Depois de já ter “decretado” o fim do M3 e, aparentemente, do fim do motor do M2, a BMW deverá ter de parar a produção do seu porta-estandarte BMW Série 7, durante pelo menos um ano, devido às imposições decorrentes do novo sistema de controle de emissões, Worldwide Harmonized Light Vehicle Test Procedure (WLTP).

Segundo avança o BMW Blog, a paragem de produção afetará apenas as variantes a gasolina, as quais, devido às medidas mais restritivas impostas pelo WLTP, terão de ver reformulado e reconstruído o seu sistema de escape, que receberá um filtro de partículas. Já no caso dos motores a gasóleo, esta necessidade não se impõe — estas motorizações já vêm equipadas com todos os sistemas de controlo de emissões necessários.

O regresso das motorizações a gasolina deverá acontecer em 2019, coincidindo com o restyling previsto para a berlina de luxo alemã.

BMW Série 7 2016
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M3 e M2 foram os primeiros visados

Devido às novas normas WLTP, a BMW foi já, de certa forma, obrigada a “acabar” com dois modelos, ambos da família ‘M’: o M3 e o M2.

No caso do BMW M3, o fim foi antecipado para o próximo mês de agosto — ao contrário do M4, que receberá um filtro de partículas, a BMW decidiu não re-certificar o M3, já que um novo Série 3 está para breve e não faria sentido financeiro apostar numa operação tão onerosa no final do ciclo de vida do modelo.

No caso do BMW M2, a partir do momento em que surja no mercado o (ainda) mais radical M2 Competition, que recorre ao motor S55 do M4, o M2 regular, equipado com o N55, deverá sair de cena, pela mesma razão.

WLTP significa emissões oficiais mais elevadas

Já era previsto que os consumos e emissões oficiais aumentassem com a entrada em vigor do mais rigoroso ciclo de testes de certificação dos consumos e emissões. E as previsões confirmam-se, com a BMW a rever em alta os valores de CO2 para toda a sua gama.

Como exemplo, e de acordo com os números avançados pela Autocar, o BMW 520d com caixa automática vê as suas emissões subir das 108 (mínimo possível) para as 119 g/km, enquanto o BMW 116d vê as emissões subir das 94 para as 111 g/km. 

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Os aumentos de 10-15% verificados deverão se refletir na restante gama.

BMW Série 7 2016
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