Apresentação

Renault ZOE CR. Nova versão oferece tempos de carregamento inferiores

Atenta às necessidades dos proprietários de veículos elétricos, a Renault lançou uma nova versão do seu citadino 100% elétrico. O Renault ZOE CR tem cargas mais rápidas nos postos de carregamento… rápido.

Em Tapada de Mafra

Consciente de que o maior “problema” dos veículos elétricos não é a autonomia, mas sim o tempo de reposição de autonomia, a Renault lançou para o mercado uma nova versão do seu veículo 100% elétrico, o Renault ZOE. A nova versão, denominada de Renault ZOE Z.E. 40 C.R. — C.R. não de Cristiano Ronaldo, mas sim de Carga Rápida — junta-se assim à anterior oferta que se manterá, para aqueles cuja utilização em postos de carregamento rápido, sejam eles públicos ou privados, não seja uma prioridade.

A nova versão do automóvel elétrico líder de vendas em Portugal e na Europa, oferece tempos de carregamentos que chegam a ser cerca de 30% inferiores em relação ao ZOE já existente. Não é demais relembrar que o Renault ZOE vendeu em 2017, 860 unidades só em Portugal, e em janeiro deste ano as vendas de carros elétricos atingiram 1% do total do mercado nacional.

O custo de eletricidade para percorrer 100 quilómetros num carro 100% elétrico pode variar entre os 1,4 euros e 2,4 euros, dependendo da tarifa de eletricidade, mas sempre muito inferior aos custos de um veículo a combustão, por mais económico que seja.

Renault ZOE CR

R90 ou Q90

O modelo já existente, anuncia 400 kms de autonomia (NEDC), e está equipado com um motor de 68 kW (92 cv), enquanto o Renault ZOE CR, anuncia 370 kms de autonomia (NEDC) e conta com outro motor, o Q90, com 65 kW (88 cv). Na prática, os valores de prestações anunciados por ambas as versões são exatamente iguais. Uma velocidade máxima de 135 km/h, binário máximo de 220 Nm  e um tempo dos 0-100 km/h de 13,2 segundos. Também as baterias usadas por um e outro são as mesmas.

O problema não é a autonomia, mas sim o tempo de reposição da autonomia

Diferenças?

Não existe qualquer diferença entre as duas versões, nem no exterior, nem no interior, com os níveis de equipamento — Life, Intens e Bose — a manterem-se disponíveis em ambos, tal como a possibilidade de aquisição com compra ou aluguer da bateria.

Existem sim diferenças no que diz respeito a tempos de carregamento, e autonomia, e apenas isso.

Embora o novo Renault ZOE CR seja mais rápido nos carregamentos em postos de carregamento rápido, suportando até 43 kW/h — a versão normal fica-se pelos 22 kW/h — num carregamento doméstico, o mesmo já não acontece, com os valores de tempos de carregamento a serem mais demorados, se falarmos num carregamento total de 12 ou 15 horas.

Ou seja, numa Wallbox de 3,7 kW com corrente monofásica — típico carregamento doméstico — o ZOE 40 demorará 15 horas para carregar os 100% da bateria, enquanto o novo ZOE CR demorará 15 horas e 30 minutos. Se o cenário for colocado com um carregamento a 7,4 kW, o ZOE normal levará 7 horas e 25 minutos, enquanto o ZOE CR levará 8 horas e 25 minutos.

Mudemos para um cenário de corrente trifásica — carregamento industrial ou rede pública — até 22 kW o tempo de carregamento dos 100% é exatamente igual nas duas versões, com 2 horas e 40 minutos. Com um cenário de carregamento rápido a 43 kW — postos específicos de carga rápida — o ZOE normal leva 1 hora e 40 minutos para atingir 80% da bateria, enquanto o novo Renault ZOE CR demorará apenas 65 minutos.

Carga rápida

Se recentemente anunciámos o aumento de potência efetuado na rede pública de postos de carregamento — de 3,6 kW para 22 kW — também é verdade que no final de 2017 a rede de postos de carga rápida — 43 kW — era composta apenas por 42 postos. No entanto, o plano de aumento de postos de carga rápida no país, durante o ano de 2018, prevê um total de 700 postos de carga rápida ou acelerada, o que será imprescindível para o avanço, desenvolvimento e viabilidade deste tipo de mobilidade.

Ao volante

Tivemos oportunidade de conduzir as duas versões do Renault ZOE num percurso entre Oeiras e a Tapada de Mafra, e no qual nos foi possível concluir que não só a diferença de potência não é notória, como a diferença de autonomia não é significativa.

Após percorridos o mesmo número de quilómetros no mesmo trajeto, com conduções muito semelhantes, o Renault ZOE normal chegou com 49% de bateria depois dos cerca de 100 kms percorridos, enquanto o Renault ZOE CR chegou com 48%.

Quando colocados a carregar em postos de carregamento rápido, o Renault ZOE 40 anunciou um tempo de carregamento para reposição dos 100% de uma hora e 45 minutos, enquanto o Renault ZOE CR anunciou uma hora e vinte minutos.

Preços

Para particulares, o preço do ZOE CR é superior em 700 euros, face ao valor da versão normal, ou seja, o ZOE CR Life tem um valor de 27 995 euros, o Intens 30 030 euros e o Bose 32 750 euros — valores com compra das baterias.

Mais vantagens
Para além do Renault ZOE estar isento do pagamento de Imposto Único de Circulação, não é abrangido pela tributação autónoma e, na cidade de Lisboa não paga estacionamento. O custo das revisões está entre os 30 e os 50 euros!

Nos níveis Intens e Bose mantém-se também a possibilidade de aquisição do ZOE CR com aluguer das baterias, e nesta modalidade os valores são de 18 820 euros e 21 540 euros respetivamente.

Em qualquer um dos níveis e seja qual for a modalidade da compra, a Wallbox de 7,4 kW está incluída como oferta.

Para as empresas não existe diferença entre as duas versões, normal e CR, no entanto a nova versão tem um valor de 23 195 euros, 24 735 euros e 26 785 euros, para os níveis Life, Intens e Bose e aquisição das baterias.

Com o aluguer das baterias, o Intens e o Bose têm valores de 15 460 euros e 17 135 euros respetivamente.

Neste caso, aplica-se também a oferta da Wallbox de 22 kW, para qualquer uma das versões de equipamento e modalidade.

Todos os valores já incluem o apoio do estado e o apoio à retoma com financiamento.

Aluguer de baterias?

E porque não? A mesma versão do Renault ZOE com e sem aluguer de baterias tem uma diferença no valor de aquisição de 11 210 euros.

O aluguer das baterias pode ser efetuado em duas modalidades:

  • 69 euros por mês para 7500 km por ano, ao qual se pode aplicar um valor de 10 euros por cada 2500 kms adicionais.
  • 119 euros por mês para uma quilometragem ilimitada

Não é preciso seres muito bom a matemática, para chegares à conclusão de que, mesmo na modalidade mais cara, só após 8 anos compensará a aquisição face ao aluguer, motivo pelo qual 47% dos clientes em 2017 optaram pelo aluguer das baterias na aquisição do ZOE.

Na modalidade de aquisição da bateria, existe uma garantia de 8 anos (para uma capacidade de armazenagem superior a 60%). No caso da modalidade de aluguer da bateria, as condições contratuais (troca da bateria assegurada pela marca em caso de mau funcionamento ou se a capacidade de armazenagem descer abaixo dos 75 %) fazem com que na prática a garantia seja…vitalícia!

Mais novidades…

Segundo alguns rumores, e de acordo com o que já publicamos, a Renault estará a preparar uma versão mais potente para o ZOE, que atingirá os 110 cv de potênca. O Renault ZOE R110 poderá ser uma das revelações preparadas pela marca francesa para o Salão de Genebra, já no próximo mês de março. Tudo indica que esta versão mais potente também vá estar disponível com opção de carregamento rápido.

RELACIONADO: Renault ZOE. Já ganhou mais autonomia, agora promete mais potência

Primeiras impressões

3 / 10
Qualquer que seja a versão, o Renault ZOE prima pela potência linear, pela ausência de ruídos e vibrações, típicas de um modelo 100% elétrico, e pela facilidade de condução, tanto em cidade como fora dela. O equipamento que disponibiliza, está acima da referência para o segmento.

  • Condução

  • Equipamento

  • Pouco apoio dos bancos

  • Plásticos interiores

Preço

15.460

Data de comercialização: Março 2018


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