Brinquedos

Lembras-te? Há vinte e tal anos, era por estes brinquedos que choravas no Natal!

Consolas, videojogos, tablets... tudo muito giro. Mas nos anos 80 e 90 a lista era mais extensa... Se tens menos de 20 anos este artigo não é para ti.

Chegou o mês em que mais se ouve falar de brinquedos. Seja como consumidores (em putos) ou como compradores (no papel de pais), já todos tivemos a nossa quota de brinquedos.

Acordar aos sábados bem cedinho para não perder os desenhos animados nem os anúncios dos brinquedos. Caramba… que saudades!

Para quem gosta de automóveis desde tenra idade, havia alguns brinquedos obrigatórios. A infância de qualquer petrolhead que se preze foi marcada de certeza absoluta por alguns destes brinquedos. Vamos recordar? Segurem as lágrimas.

1. Simulador

aqui falamos deste fantástico simulador. Recordo me que não existia apenas este, mas outros simuladores do género. A diversão consistia em conduzir o carro, desenhado e fixo num painel, com a estrada a passar por trás. Enquanto conduzias era possível acender os faróis, buzinar, ligar os piscas, e aumentar a velocidade através da alavanca de velocidades.

Havia várias versões, nem todas eram a Tomy Racing Cockpit, a minha por exemplo era da Playmates, com o pormenor dos faróis, que quando acessos, levantavam com nos Toyota Celica, Mazda MX-5 NA, Honda Prelude, Ferrari F40, Toyota MR2, Volvo 480, e muitos outros que tinham faróis escamoteáveis.

 

2. Micro Machines

Mais um dos brinquedos que também já aqui falámos. A panóplia de modelos de todos os tipos, com a particularidade das reduzidas dimensões, é também um clássico da infância de qualquer petrolhead. Mesmo que não tenhas tido a sorte de ter uma Super Van City (ainda hoje sei a música SUUUUPER VAN CITYYYYY!!!!), tiveste certamente Micro Machines.

A magia dos micro carros incluía também várias garagens, oficinas, cidades, hotéis, pistas entre outros. Ainda lá tenho alguns em casa, nomeadamente a Super Van City.

3. Carro telecomandado

A pilhas, a bateria, a gasolina ou até com fio, tiveste pelo menos um. Se não tiveste, é provável que sejas resultado de uma gravidez indesejada — eish… entrada a pés juntos (emoji a chorar a rir)! Quanto a mim, ainda tenho para lá um Nikko, e um Buggy. O que mais recordo eram as oito horas de carregamento para um gozo de 15 minutos.

4. Matchbox, Hotwheels, Bburago, Corgi toys…

Aquele clássico que toda a criança já pediu no supermercado infernizando a vida aos pais e fazendo-os passar uma enorme vergonha quando a resposta é negativa.

Os dois primeiros, Matchbox e Hotwheels, representavam aquele bónus que podias conseguir sem motivo especial, durante uma ida ao supermercado. Estes brinquedos estavam nos sítios mais estratégicos para que os víssemos e tivéssemos oportunidade de implorar e chorar por mais um carro.

A Bburago já tinha uma componente de coleção, com carros à escala 1/32, 1/24 e até 1/18, para ficarem lá no quarto em exposição. Corgi Toys… se ainda brincaste com esta marca, como eu, provavelmente eram do teu Pai.

5. Pistas de corrida

As pistas ainda hoje existem, como as de slotcars, mas são muito mais avançadas. No meu tempo consistiam num oito, apenas e só com pouco mais de um metro de comprimento. Eram montadas com peças que encaixavam umas nas outras para fazerem o contacto necessário para posteriormente os carros andarem através do magnetismo criado e com um comando para cada carro. O drama era conseguir ocupar 1 ou 2 metros quadrados de área na sala para montar a pista e convencer os meus pais a comprarem “mais pilhas gordas”.

Depois, para além destes, um bom petrolhead adaptava o que tinha à mão para as corridas mais doidas e alucinantes sem sair da sala, ou do quarto. Eu não dispensava o volante do Fiat 127 do meu pai, o capacete, e uma garrafa a fazer as vezes da caixa de velocidades.

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