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Web Summit

Latch. Esta startup portuguesa quer acabar com a prescrição das multas

A prescrição de multas custa muito dinheiro por ano ao Estado Português. A Latch quer acabar com as "borlas de secretaria" recorrendo ao machine learning.

Em Web Summit, Lisboa

É do conhecimento geral que as multas, principalmente as de trânsito, se tem vindo a acumular cada vez mais perante a incapacidade do Estado de proceder ao seu processamento. O que para uns é uma vantagem, esperando sempre que a prescrição lhes bata à porta, para o Estado é uma dor de cabeça.

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A Latch apresentou-se na Web Summit na fase Alpha (arranque), na esperança de captar o interesse dos mais de 1.000 investidores que invadiram a capital à procura de projetos vencedores.

Logotipo da Latch.

Mas o interesse da Latch vai muito além das 200 mil multas rodoviárias que todos os anos prescrevem. Tudo o que tenha a ver com repetição de tarefas, entra na esfera de atuação desta startup portuguesa.

Como funciona?

Numa primeira fase, o algoritmo que a Latch está a desenvolver será capaz de processar contestações, decidindo com base na sua complexidade. Separa as que devem ser enviadas para advogados (mais complexas) das mais simples e que podem ser respondidas na hora. A margem de erro, segundo Renato Alves dos Santos, fundador da Latch, é de 2%.

“O cidadão poderá sempre contestar uma multa, é um direito que lhe é garantido e que não pode ser negado. O que estamos a impedir é que se acumulem contestações desnecessárias, como por exemplo, pessoas que aleguem não ter visto o radar ou que estavam com pressa para chegar ao local de trabalho. O nosso algoritmo é capaz de determinar se é necessário anexar um documento que comprove uma condição específica alegada pelo contestatário e que possa eventualmente justificar a infração.”

A Latch quer convencer o Estado Português, mais precisamente a ANSR, de que a implementação deste sistema trará soluções rápidas e um retorno escalável: inicialmente querem processar 10 mil multas à beira da prescrição, o que permitirá aperfeiçoar o algoritmo.

Segundo a startup portuguesa, estas multas fazem parte das 200 mil que o Estado perde todos os anos. “Sem o nosso sistema, elas já estão perdidas”, garantiu o fundador da Latch à Razão Automóvel.

Aplicação global

O algoritmo desenvolvido pela Latch está em constante aprendizagem e é completamente autónomo nesse processo, carecendo apenas de fiscalização e controlo de qualidade. Pode ser aplicado a qualquer legislação, basta alterar a matriz. “Assim que se inicie um processo de internacionalização, estimamos entre 3 a 6 meses, o tempo necessário para termos condições de entrar num novo mercado”.

A Latch já tem seis investidores interessados, contactos que surgiram recomendados pela Web Summit.

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