Apresentação

Honda CR-V: adeus Diesel, olá híbrido

O Honda CR-V Hybrid Prototype antecipa não só a chegada de uma motorização híbrida, como o seu restyling e o fim do motor Diesel na gama.

Se procurarmos indícios sobre as mudanças de grande envergadura que estão a ocorrer no mercado automóvel, a apresentação do Honda CR-V Hybrid Prototype no Salão de Frankfurt é a prova cabal delas. Porquê?

Porque a apresentação deste protótipo reflecte as duas grandes tendências para o futuro: a eletrificação progressiva dos automóveis e o abandono dos motores Diesel.

Eletrificar é a nova palavra de ordem

O Honda CR-V Hybrid Prototype estreia a tecnologia híbrida da Honda no mercado europeu numa carroçaria SUV. É o primeiro passo na nova estratégia da marca. Em declarações à Autocar, responsáveis da marca frisaram o seguinte:

Daqui em diante, todos os modelos lançados na Europa terão tecnologia elétrica

Como funciona

O sistema híbrido é designado de i-MMD (Intelligent Multi-Mode Drive) e recorre a dois motores. Um elétrico e um de combustão interna i-VTEC, de ciclo Atkinson com 2.0 litros de capacidade e quatro cilindros em linha. Este último, também pode funcionar como gerador de energia elétrica. Além destes dois motores, um terceiro – elétrico – funcionará apenas como gerador.

Tal como os automóveis 100% elétricos, o futuro CR-V Hybrid não apresenta uma transmissão convencional – terá apenas uma relação fixa, sem embraiagem, ligando de forma direta os componentes móveis, possibilitando uma transferência de binário mais fluída e suave.

E os números?

Por enquanto não são conhecidas as especificações finais do novo modelo, mas sabemos que terá diferentes modos de condução: EV Drive, Hybrid Drive e Engine Drive. No entanto, o condutor não terá necessidade de seleccionar qualquer um dos modos pois o sistema i-MMD é capaz de determinar, em qualquer situação, a forma mais eficiente de gerir ambas as motorizações.

Curiosamente, no modo Hybrid Drive, a função do motor de combustão é apenas a de gerar energia elétrica. Esta é transferida para o gerador elétrico, que por sua vez a re-encaminha para o propulsor elétrico. Caso a potência gerada seja excessiva, será também dirigida em direção às baterias.

O modo Engine Drive, onde o 2.0 assume o papel principal de locomover o veículo, será o mais indicado para quando é necessário maior aceleração ou maior eficácia em condução na autoestrada.

Honda CR-V Hybrid Prototype

Novo CR-V em 2018 sem motores Diesel

O Honda CR-V Hybrid Prototype além de antecipar a versão híbrida, antecipa também um CR-V revisto. Por detrás da familiar silhueta esconde-se um modelo de maiores dimensões e com estilo atualizado. Tal pode ser observado, sobretudo, na nova frente, de aspeto mais limpo e sofisticado. As rodas também crescem em dimensão, acentuando o seu lado mais dinâmico.

O modelo revisto será revelado no início do próximo ano com comercialização pouco tempo depois. Sabemos que virá com um grupo motriz híbrido, mas antes dessa opção estar disponível, o novo CR-V terá apenas disponível uma motorização a gasolina – o conhecido 1.5 litros VTEC Turbo, que já experimentámos no novo Honda Civic. Este poderá ser acoplado a duas caixas de velocidades, uma manual de seis velocidades e outra de variação contínua (CVT).

E os Diesel?

E como já referimos, nada de motorização Diesel. Como já referimos, a tendência é de eletrificar o automóvel e como tal, a Honda está a desviar os recursos financeiros nesse sentido. Mas uma coisa é eliminar o motor Diesel de um citadino ou utilitário. Agora num SUV que costuma ser um bom receptáculo para este tipo de motor?

Apenas a Toyota persegue estratégia semelhante, com sucesso crescente – basta ver a performance comercial do CH-R -, mas após décadas de aposta contínua neste tipo de solução. As experiências da Honda têm sido mais esporádicas e sem o sucesso esperado – veja-se o Insight e CR-Z.

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