Já conduzimos a 10ª geração do Honda Civic

A convite da Honda, fomos até Barcelona para conhecer a 10ª geração do Civic. Estas são as nossas primeiras impressões.

A nova geração do Honda Civic é resultado do mais intenso programa de investigação e desenvolvimento da história do Civic. Por isso, a marca nipónica convidou-nos para ir até Barcelona para conhecer as qualidades deste novo modelo: um estilo (ainda) mais desportivo, capacidades dinâmicas melhoradas, um leque de tecnologias mais generoso, e claro, os novos motores de 1.0 e 1.5 litros i-VTEC Turbo.

Começando pelo aspeto exterior, os designers da marca nipónica quiseram enaltecer o estilo desportivo do modelo, voltando a apostar num design pouco consensual mas que nem por isso foi mal conseguido. Como se costuma dizer, “primeiro estranha-se e depois entranha-se”.

Esta postura mais assertiva do hatchback nipónico resulta das proporções baixas e largas – o novo Civic é 29 mm mais largo, 148 mm mais comprido e 36 mm mais baixo do que a geração anterior -, das cavas das rodas pronunciadas e das entradas de ar esculpidas à frente e atrás. De acordo com a marca, nada disto prejudica o desempenho aerodinâmico.

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Por outro lado, a sensação de largura criada pela junção dos grupos óticos com o topo da grelha permanece inalterada. Consoante a versão, além das tradicionais lâmpadas de halogéneo podem ser escolhidos faróis LED – todas as versões estão equipadas com luzes de presença diurnas em LED.

No habitáculo, as diferenças para a geração interior são igualmente notórias. A posição de condução é 35 mm mais baixa do que a do anterior Civic mas a visibilidade foi melhorada graças aos pilares A mais estreitos e à superfície superior do tablier mais baixa.

O novo painel de instrumentos digital concentra em si mais informações que nunca, e talvez por isso o ecrã tátil (de 7 polegadas) incorporado na consola central tenha deixado de estar estar tão direcionado para o condutor com no seu antecessor. Em alguns elementos a escolha nos materiais é discutível (como por exemplo nos comandos do volante), embora no geral o habitáculo proporcione um ambiente claramente mais sofisticado.

Mais atrás, como é sabido, a Honda abdicou dos seus “bancos mágicos” – o que é uma pena, era uma solução que oferecia mais espaço para transporte de objetos com formatos pouco convencionais. Ainda assim, a volumetria de bagageira continua a ser uma referência no segmento ao oferecer 478 litros de capacidade.

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O Honda Civic está disponível em quatro níveis de equipamento – S, Comfort, Elegance e Executive – para a versão 1.0 VTEC e três níveis – Sport, Sport Plus e Prestige – para a versão 1.5 VTEC, todos com faróis automáticos, controlo da velocidade adaptativo e o conjunto de tecnologias de segurança ativa Honda SENSING.

Sensações ao volante: as diferenças fazem-se sentir

Se dúvidas houvesse, a 10ª geração do Civic foi desenvolvida de raiz numa nova plataforma e com uma atenção redobrada na dinâmica de condução. Por isso, à partida para este primeiro contacto pelas estradas sinuosas de Barcelona e arredores, as expectativas não poderiam ser mais elevadas.

A Honda estava mesmo a falar a sério quando disse que este iria ser o Civic com melhor dinâmica de sempre. Distribuição de peso mais equitativa, carroçaria mais leve e com melhor rigidez torcional, centro de gravidade mais baixo e uma suspensão traseira multi-link muitíssimo competente. O novo Civic está, de facto!, mais envolvente que nunca.

Enquanto não chega a versão 1.6 i-DTEC Diesel (só mais para o final do ano), o Honda Civic vai chegar a Portugal apenas com duas opções a gasolina: o mais eficiente 1.0 VTEC Turbo e o mais performante 1.5 VTEC Turbo.

O primeiro, um motor tricilíndrico de injeção direta com 129 cv e 200 Nm, surpreende pela vivacidade mesmo em rotações mais baixas, especialmente quando acoplado com a caixa manual de 6 velocidades, que é bastante precisa.

Por outro lado, o bloco 1.5 VTEC Turbo com 182 cv e 240 Nm permite performances substancialmente melhores (naturalmente), e apesar da perda de 20 Nm quando associado à caixa CVT (que também sucede no motor 1.0 litros), acaba por casar melhor com esta transmissão automática do que com a caixa manual.

E se a performance era uma das prioridades, a eficiência não é menos importante. Numa condução mais civilizada, o Civic mostra-se bastante equilibrado, seja pela ausência de vibrações ou pelo ruído do motor (ou falta dele), seja pela maneabilidade ou pelos consumos, que se situam em volta dos 6l/100 km para o 1.0 VTEC, cerca de um litro a mais na versão 1.5 VTEC.

Veredito

O novo Honda Civic pode ter adotado um design completamente diferente, mas nesta 10ª geração, o hatchback nipónico continua a fazer o que faz de melhor: oferecer um excelente compromisso entre a eficiência e a dinâmica de condução, sem descurar a versatilidade de utilização. Olhando para a gama renovada de motores a gasolina, a versão 1.0 VTEC equipada com a caixa manual de 6 relações acaba por ser uma melhor proposta. Resta saber se esta nova geração cheia de novos argumentos, mas com um estilo pouco consensual, vai conquistar os consumidores portugueses.

O novo Honda Civic chega a Portugal em março com preços a partir dos 23.300€ para o motor 1.0 VTEC Turbo e 31.710€ para o motor 1.5 VTEC Turbo – caixa automática acresce 1.300€. A variante quatro portas chega ao mercado nacional em maio.

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