Glórias do Passado

Mercedes-Benz Classe M. Conhece a história do primeiro SUV da marca

Em 1997 a Mercedes-Benz estreava o Classe M, o seu primeiro SUV, uma das primeiras propostas na sua classe e um caso sério em termos de vendas.

A Mercedes-Benz não é estranha ao mundo fora-de-estrada. Décadas antes do Classe M, já a marca tinha desenvolvido várias gerações do polivalente Unimog e, claro, do incontornável Geländewagen (atual Classe G). Seria o primeiro veículo todo-o-terreno da marca a chegar ao mundo civil, apesar de ter sido originalmente concebido para fins militares.

Na década de 90 surgia uma nova oportunidade. Uma nova classe de veículos emergia do outro lado do Atlântico, tornando-se cada vez mais populares a cada ano que passava. Acabariam por ficar conhecidos como SUV ou Sport Utility Vehicles. Veículos com capacidades fora-de-estrada, mas bastante mais próximos aos veículos ligeiros no que toca a conforto, segurança e tecnologia.

A Mercedes-Benz não quis perder essa oportunidade, e para tal tomou decisões inéditas, do tamanho da sua ambição, como a construção da sua primeira fábrica fora da Alemanha, nos EUA, em Tuscaloosa (estado do Alabama). Decorria o ano de 1993, mas tivemos de esperar até 1996 para conhecer o SUV da marca que seria produzido nos EUA.

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1996 Mercedes-Benz AAV Concept

No salão de Detroit desse ano ficámos a conhecer o concept AAVision (All Activity). O concept, bastante próximo do que seria o modelo de produção, revelava uma abordagem bastante mais sofisticada ao mundo dos todo-o-terreno. Combinava a capacidade dos veículos todo-o-terreno com níveis de conforto e versatilidade de um veículo ligeiro.

A primeira geração

Em 1997, seria conhecida a versão de produção, coincidindo com a inauguração oficial da fábrica. O Classe M (W163), que chegou a ser considerado, ainda que erroneamente, como sucessor do Classe G, assentava, tal como este, sobre um chassis de longarinas. No entanto, vinha com suspensão independente nos dois eixos, garantindo níveis superiores de conforto e capacidades dinâmicas sobre o asfalto.

A primeira geração, mais focada no mercado norte-americano, vinha equipada com um V6 a gasolina com 3.2 l (ML320). O modelo assumiria a liderança do segmento, tendo sido igualmente bem recebido pela imprensa especializada.

1997 Mercedes-Benz ML

A Europa teria de esperar até 1998 para ter o primeiro contacto com o Classe M. A introdução do novo modelo no “velho continente” significou mais opções mecânicas: o ML230, com quatro cilindros de 2.3 l a gasolina, e mais tarde, uma opção Diesel, o ML270 CDI de 163 cavalos e o todo-poderos ML55 AMG com V8 com 367 cavalos.

Porquê ML? Bem, digamos que uma certa rival germânica — BMW — não apreciou o uso da letra M, pelo que se passou acrescentar um L à sua denominação.

De ML a GLE

A segunda geração, W164, apareceu em 2005. Abandonou o chassis de longarinas e passou a ser uma monocoque, como os automóveis ligeiros. Permitiu reduzir os custos de produção e aumentou os níveis de rigidez torcional, potenciando a dinâmica e o conforto. A gama cresceu na oferta de motorizações, culminando no ML63 AMG 4MATIC com 510 cavalos.

Também foi com esta geração que vimos a introdução de uma variante híbrida, o ML450 HYBRID, desenvolvido especificamente para os EUA. Combinava um V6 a gasolina com dois motores elétricos totalizando 340 cavalos. Nesse mesmo ano, em 2009, saía de Tuscaloosa o ML um milhão.

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A nova geração, a W166, aparece em 2011 e mantém-se até hoje em produção. Em 2015 recebeu um restyling e um novo nome. Todos os SUV da marca, excetuando o G, passaram a ser identificados pelas letras GL seguida de uma terceira, que define o seu lugar na hierarquia da gama da Mercedes-Benz.

O ML sempre esteve em paridade com o Classe E, pelo que a nova denominação teria de ser, naturalmente, GLE. Em 2016, pela primeira vez na sua história, uma nova carroçaria era adicionada ao SUV, na forma de um GLE Coupé.

A história de sucesso do Classe M da Mercedes-Benz criou as fundações para uma extensão da tipologia a mais modelos: GLA, GLC e GLC Coupé e GLS. O sucesso também se faz nos números: mais de 2,4 milhões de unidades de SUV produzidas em Tuscaloosa do segmento médio-alto e luxo (GLE e GLS).

2016 Mercedes-Benz GLE Coupe
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