Será o fim da linha para o Mercedes-Benz SLC?

Mudança estratégica na marca de Estugarda. O sucesso dos SUV e a chegada de modelos inéditos à gama põe em risco não só o Mercedes-Benz SLC como outros modelos de nicho na marca.

Como já tínhamos referido anteriormente, a Mercedes-Benz e a BMW anunciaram que a sua expansão interminável de modelos, preenchendo todos os segmentos e nichos possíveis e imaginários do mercado, estaria prestes a terminar. Pelo menos em parte.

A popularização dos SUV e crossovers, e a chegada iminente de veículos puramente elétricos, independentes das atuais gamas dos construtores, faz com que sobre menos espaço no mercado para outras tipologias. Sobretudo aquelas que já significavam poucos volumes, ou seja, coupé e cabrio.

É neste contexto que surge a primeira baixa. O Mercedes-Benz SLC, nascido SLK, não deverá conhecer um sucessor, isto segundo a Automobile Magazine. O roadster mais pequeno da «marca da estrela» parece, assim, chegar ao fim da linha, após mais de 20 anos em produção, ao longo de três gerações.

E a razia não deve ficar por aqui, já que o Mercedes-Benz Classe S Coupé e Cabrio poderão ter um destino idêntico. Caso o fim destes dois modelos se venha a concretizar, levará a um reposicionamento – para cima – dos restantes coupé e cabrio da Mercedes-Benz (Classe C e Classe E).

Mercedes Classe S Coupé

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Por outro lado, o Mercedes-Benz SL, o mais emblemático roadster da marca alemã, é para continuar. O seu sucessor, previsto para 2020, será “emparelhado” com o sucessor do Mercedes-AMG GT. Está a ser desenvolvida uma nova plataforma que equipará as próximas gerações de ambos os modelos. Para não pisar os calcanhares do GT Roadster, o futuro SL deverá ganhar uma configuração 2+2, prescindindo do teto metálico, regressando à mais tradicional capota de lona.

Mercedes-Benz SL

Se o Mercedes-Benz SLC será a baixa mais provável, o número de modelos na marca continuará a crescer nos próximos anos. Senão vejamos:

  • A pick-up Classe X, uma proposta inédita na marca;
  • EQ, a sub-marca que dará origem a uma gama de modelos 100% elétricos, a começar com um crossover;
  • Uma nova berlina, derivada da segunda geração do Classe A (antecipada em Xangai) e distinta do CLA;
  • GLB, um segundo crossover derivado do Classe A.

Ou seja, se por um lado veremos a extinção de alguns modelos, isso não implica que o número de modelos no catálogo da marca diminua, antes pelo contrário. Os novos modelos previstos deverão oferecer um mix mais apetecível entre volume de vendas e rentabilidade.

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