Se eu fosse o Tony Carreira …

Bem, se eu fosse o Tony Carreira não estaria neste momento a escrever textos sobre automóveis. Provavelmente estaria a escrever canções de amor – é uma profissão mais bem paga, porém também requer mais talento. E eu, nem uma coisa nem outra: nem talento nem dinheiro. Jeito para a música também não. Por isso aqui estou eu, a falar de automóveis…

E porque raio estou eu a meter o Tony Carreira ao barulho, numa publicação de automóveis? A resposta é simples: porque é difícil não falar do Tony Carreira. É impossível ignorar o senhor, parece o Mundial de Futebol em versão cantor de música ligeira. Está em todo o lado. São capas de revista, são programas de televisão e sabe-se lá mais o quê a falar sobre ele. Ainda para mais, agora que está em processo de divórcio. Toda a gente escreve e comenta «trinta por uma linha» sobre o tema.

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Posto isto, não aguentei. Achei que a Razão Automóvel não devia passar ao lado daquela que é a grande notícia deste verão, quiçá do ano: o divórcio do Tony Carreira. Mas descansem, não vou focar-me no divórcio do Sr. Tony Carreira. Quanto a mim, são assuntos da sua esfera privada. Além do mais, demasiado sérios para servirem de brincadeira.

Vou aproveitar a temática para entrar no campo das suposições: e se eu fosse o Tony Carreira? Bem, se eu fosse o Tony Carreira neste momento estava a divorciar-me, teria 50 anos de idade – sim, eu fui informar-me à Wikipédia – e teria uma fortuna calculada em milhares de euros – suponho eu. Os putos já estavam mais que criados (os meus ainda nem nasceram…) e a minha carreira já estaria mais que consolidada.

tony carreira 3

O que é que eu faria na posição dele? Comprava um carro novo. Sim, é isso mesmo, comprava um bruto carro novo. Seu eu fosse o Tony Carreira era isso que fazia: comprava um bruto carro novo! Bruto. Carro. Novo. Ok, ok, eu sei que já deu para perceber…

Comprar um automóvel de luxo são coisas de homem a passar pela crise da meia-idade, acham vocês não é? É provável. Mas há um bom motivo para este tipo de extravagâncias estarem associadas a homens de meia-idade. A razão é simples: é que normalmente só eles é que podem dar-se a este tipo de luxos.

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Senão vejamos. Os jovens têm tempo, têm saúde, mas não têm dinheiro. Os velhos por sua vez têm tempo, têm dinheiro, mas não têm saúde. No meio disto tudo, normalmente, os homens de meia-idade são os únicos que conseguem ter tudo isto: tempo, saúde e dinheiro. O Sr. Tony Carreira é um bom exemplo – sim eu sei, o Sr. Carreira foi operado a uma pedra nos rins à meia dúzia de dias, mas isso não conta.

Para mim, e certamente para vós que não são o Tony Carreira – espero eu… – uma das melhores terapias é conduzir. Uma boa estrada, um bom carro e uma boa música é a terapêutica perfeita para muitos problemas. Verdade ou mentira?

Com todo o respeito pela fase conturbada que o Sr. Tony deve estar a passar, se fosse eu, aposto que entre divorciar-me e andar de Fiat Uno, e divorciar-me e andar de Lamborghini Huracán, escolhia a segunda hipótese sem sobra de dúvidas. Mal por mal, bem montado.

Para terminar da melhor forma, fiquem com um música que achei apropriada, A Estrada e Eu. De quem senão do homem de que toda a gente fala. Senhoras e senhores, pela primeira vez numa publicação de automóvel, Tony Carreira:

Imagens: Tony Carreira (site oficial)

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