A modernidade não tem charme, pois não?

Nos últimos tempos temos assistido a um regresso ao passado. Expressões como vintage, old-school ou velha guarda estão na ordem do dia. Afinal de contas, parece que há coisas que a modernidade não nos consegue oferecer.

Falta estilo, falta charme à modernidade. E não há nada que a modernidade possa fazer quanto a isso. Seja nos automóveis, na competição ou… num simples cigarro. Vamos pegar neste último exemplo, ok?

“Dá-me a sensação que há 30 anos atrás o mundo era governado por irresponsáveis”

Aposto convosco um almoço – eu escolho o local, não vá o diabo tecê-las… – em como nunca vamos ver uma cena de Hollywood a entrar para história do cinema com um cigarro electrónico pelo meio. O cigarro electrónico não tem o mesmo estilo, o mesmo charme, a mesma mística dos cigarros convencionais. Dizem que o cigarro electrónico até é melhor que os cigarros ditos «normais». Mas não é a mesma coisa. Alias, é uma negação absoluta de estilo – bem, mas isto dito por um não fumador vale o que vale.

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Podemos considerar o cigarro electrónico as «sandálias de couro com meias brancas» da industria tabaqueira.  Podem até ser uma combinação interessante sob vários pontos de vista: devem ser confortáveis, práticas e muito cómodas. Mas preferia andar o dia inteiro com pedras nos sapatos do que com «sandálias de couro e meias brancas».

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