McLaren 650S Spider revelado em Genebra

A marca inglesa apresentou o McLaren 650S Spider no Salão de Genebra e nós tivemos de ir lá ver com os nossos olhos. Assumindo-se como um 12C vitaminado, terá os argumentos necessários para enfrentar o referencial Ferrari 458?

Esperávamos todos ver o novo McLaren 650S em Genebra, mas o que não esperávamos era ficar já a conhecer a sua versão Spider. Tal como o Coupé, o 650S Spider não é mais do que um 12C que sofreu uma rinoplastia, para se aproximar visualmente do fenomenal Mclaren P1. Sejamos justos, é um exercício redutor falar do 650S apenas como um lavar de cara do Mclaren 12C, quando o 650S revela um trabalho de pormenor superior à versão convencional.

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Tal como já tinha sido referido antes, o McLaren 650S deve o seu nome à potência debitada pelo V8 de 3.8 litros, ou seja, 650cv. São mais 25cv que o 12C, mas o binário do 650S e 650S Spider é superior em cerca de 78Nm, fixando-se nuns significativos 678Nm. Revisto também a nivel dinâmico, com novos acertos na suspensão, promete uma experiência de condução mais rica, cativante e emocionante, tanto em estrada como em circuito.

Este último ponto esteve na base do desenvolvimento deste modelo, procurando intensificar a ligação homem-máquina, indo de encontro às muitas críticas apontadas ao 12C, uma máquina extremamente eficaz, mas algo clínica, sem nunca conseguir verdadeiramente o factor “uau” de um Ferrari 458 Itália ou do novo e referencial 458 Speciale.

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Felizmente, nem só de performances e eficácia dinâmica se faz um super desportivo. Há que ter em conta o poder de apelo e atração em cada linha da carroçaria de um carro desta calibre. E a McLaren sabe muito bem disso.

Por isso, na transformação do 12C em 650S, a marca inglesa viu praticamente todos os aspectos do carro serem revistos ou otimizados. No motor, a cabeça dos cilindros e os pistões foram alterados e começou a usar-se um novo software de gestão. As passagens de caixa na transmissão de dupla embraiagem e 7 velocidades são agora mais rápidas, potenciando ainda mais a acelaração. A nivel de suspensão, as molas são 22% mais rijas, tanto à frente como atrás.

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Os amortecedores também ganham novos apoios, pelo que se espera melhor controlo dos movimentos da carroçaria. No entanto, a McLaren garante que não se perde o conforto referencial de andamento do 12C, talvez característica única no mundo dos super desportivos.

Trabalho de otimização também efectuado no accionamento dos travões, na forma como ESP e ABS intervém e no funcionamento da aerodinâmica activa. Esta última não só permite um arrefecimento mais eficaz do coração do 650S em condições extremas, como também garante maior estabilidade aerodinâmica quando em travagem ou mudança de direcção. O valor máximo de downforce é superior em cerca de 40% relativo ao 12C, e a McLaren garante maior equilibrio aerodinâmico entre frente e traseira.

Para os potenciais clientes do 650S e 650S Spider, poderão encontrar também um automóvel mais rico em equipamento de série. Desde novas jantes forjadas acompanhadas de pelos novos pneus Pirelli P Zero Corsa, óticas frontais LED, discos de travão em carbono-cerâmica, interior em Alcantara e um muito aguardado sistema Iris, totalmente revisto.

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O McLaren 650S Spider acrescenta, naturalmente, a oportunidade de andar de cabelos ao vento. E tal como o 12C Spyder, ganha alguns quilos relativamente ao coupé. São mais 40kg de lastro (totalizando 1370kg a seco) devido sobretudo ao mecanismo de actuação da capota metálica, já que reforços estruturais foram dispensados, com a exclusiva MonoCell em fibra de carbono a revelar-se extremamente rígida

As performances impressionam! Apenas 3 segundos dos 0-100km/h, com a barreira dos 200km/h a ser atingida em apenas 8.6 segundos. O 650S Coupé reduz em 0.2 segundos os 0-200km/h, e anuncia impressionantes 25.4 segundos até atingir os 300km/h. Mas o 650S não se fica por aí, continuando a acelarar até atingir os 333km/h! O Mclaren 650S Spider, por outro lado, fica-se “apenas” pelos 328km/h. Mais que suficiente para penteados radicais, caso tentemos atingir os 328km/h com capota recolhida.

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Será o suficiente para destronar o Ferrari 458 e sobretudo o 458 Speciale do trono dos super desportivos?

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Fotografia: Razão Automóvel (Alexandre Alfeirão)