"Felicity Ace" afundou-se ao largo dos Açores

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Naufrágio

“Felicity Ace” afundou-se ao largo dos Açores

Segundo a Marinha Portuguesa, o afundamento do "Felicity Ace" deu-se durante o processo de reboque do navio.

Depois de largos dias à deriva e em chamas, o navio “Felicity Ace” acabou mesmo por se afundar ao largo dos Açores, mas já fora da Zona Económica e Exclusiva Portuguesa.

O afundamento do navio foi confirmado pela Marinha Portuguesa e ocorreu durante o processo de reboque que se iniciara no dia 24 de fevereiro.

Numa publicação da Marinha no Facebook pode-se ler: “durante o reboque, que se tinha iniciado no dia 24 de fevereiro, o navio “Felicity Ace” perdeu estabilidade tendo vindo a afundar-se a cerca 25 milhas náuticas, o equivalente a 46 quilómetros, fora do limite da Zona Económica e Exclusiva de Portugal, numa área cuja profundidade ronda os 3 mil metros”.

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Acerca do impacto ambiental deste afundamento, a Marinha avança que no local há “alguns destroços e uma pequena mancha de resíduos oleosos, que está a ser dispersa pelos jatos de água dos rebocadores e que se encontra a ser monitorizada pela Direção de Combate à Poluição da Autoridade Marítima Nacional e pela Agência Europeia da Segurança Marítima (EMSA)”.

Ainda sobre os riscos ambientais causados pelo naufrágio, uma aeronave C-295 da Força Aérea portuguesa vai ser usada na monitorização da zona e a Marinha planeia continuar a atualizar os cálculos da deriva da mancha atual.

O “Felicity Ace”

O afundamento do “Felicity Ace” veio tornar praticamente impossível apurar as causas do incêndio que deflagrou a bordo do porão de carga a 16 de fevereiro e que levou ao resgate dos 22 membros da sua tripulação.

Apesar disso, já existem dados mais concretos em relação à carga que transportava. No total seguiam a bordo do “Felicity Ace” aproximadamente 4000 automóveis do Grupo Volkswagen.

Segundo a Automotive News Europe o “Felicity Ace” transportava:

Apesar de ainda não haver confirmação oficial, a Motor1 avança que entre os modelos da Lamborghini estariam além de alguns Urus, também algumas unidades dos últimos Lamborghini Aventador, o último modelo da marca a contar com um V12 naturalmente aspirado e sem qualquer forma de eletrificação.

Fontes: Marinha Portuguesa, Automotive News Europe, Motor1

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