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COP26

COP26. Volvo assina Declaração para Zero Emissões, mas tem metas mais ambiciosas

Além de ter assinado a Declaração para Zero Emissões na Conferência do Clima COP26, a Volvo Cars revelou ainda um novo mecanismo interno para preços do carbono.

A Volvo Cars é um dos poucos construtores automóveis que vai assinar na Conferência do Clima COP26, a Declaração de Glasgow para as Zero Emissões de automóveis e veículos pesados — além da Volvo também a GM, Ford, Jaguar Land Rover, Mercedes-Benz a vão assinar.

A declaração que vai ser assinada por Håkan Samuelsson, diretor executivo da Volvo Cars, assinala o compromisso dos líderes mundiais industriais e dos governos para serem capazes de eliminar os veículos alimentados a combustíveis fósseis até 2035 dos principais mercados e até 2040 de todo o mundo.

Contudo, a Volvo Cars já tinha anunciado metas mais ambiciosas que aquelas presentes na Declaração de Glasgow: em 2025 quer que mais de metade das suas vendas mundiais sejam de modelos puramente elétricos e em 2030 quer comercializar apenas veículos desse tipo.

VEJAM TAMBÉM: Volvo Cars anuncia fim dos motores de combustão. Até 2030 será tudo 100% elétrico
Pehr G. Gyllenhammar, CEO da Volvo (1970-1994)
A preocupação da Volvo com a proteção do ambiente não é de agora. Em 1972, na primeira Conferência do Ambiente das Nações Unidas (em Estocolmo, Suécia), Pehr G. Gyllenhammar, o CEO da Volvo na altura (foi CEO entre 1970 e 1994) reconheceu o impacto negativo que os produtos da marca tinham no ambiente e que estavam determinados em mudar isso.

“Pretendemos ser um fabricante de veículos exclusivamente elétricos em 2030 naquele que é um dos planos mais ambiciosos da indústria automóvel. Mas não conseguiremos atingir um nível de transporte com emissões zero sozinhos. Por isso estou muito satisfeito por estar aqui em Glasgow para a assinatura desta declaração conjunta com outros colegas da indústria e com representantes dos governos. Temos de actuar já em prol do clima.”

Håkan Samuelsson, diretor executivo da Volvo Cars

Cobrar a si mesmo o custo do carbono

Ao mesmo tempo que assina a Declaração de Glasgow para as Zero Emissões de automóveis e veículos pesados, a Volvo Cars pretende acelerar a redução da sua pegada de carbono de todas as suas operações — o objetivo é o de atingir um impacto climático neutro em 2040 —, anunciando a introdução de um sistema interno de preços de carbono.

Isto significa que o construtor sueco vai cobrar a si mesmo 1000 coroas suecas (cerca de 100 euros) por cada tonelada de carbono emitida ao longo das suas operações.

O valor anunciado é substancialmente mais elevado que o recomendado pelas organizações mundiais, onde se inclui a International Energy Agency, ficando acima da curva reguladora. Mais, a Volvo Cars defende que nos próximos anos hajam mais governos a implementar preços do carbono.

Hakan Samuelsson
Håkan Samuelsson, diretor executivo da Volvo Cars

Este novo esquema interno vai fazer com que todos os futuros projetos de desenvolvimento de automóveis no construtor sejam avaliados por uma “variável de sustentabilidade”, o que se traduz num “custo por cada tonelada antecipada de emissões de CO2 que estes tenham ao longo do seu ciclo de vida”.

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O objetivo é o de garantir que cada automóvel seja rentável, mesmo quando é aplicado este esquema de preços de carbono, o que levará a tomar melhores decisões na cadeia de fornecedores e produção.

“É crucial para as ambições climáticas mundiais o estabelecimento de um preço global justo para o CO2. Todos precisamos fazer mais. Acreditamos que as empresas progressivas devem tomar a liderança e estabelecer um preço interno para o carbono. Ao avaliar os automóveis do futuro de acordo com a sua rentabilidade já deduzida pelo preço do CO2, esperamos poder acelerar as medidas que nos ajudem a identificar e a reduzir já hoje as emissões de carbono.”

Björn Annwall, diretor financeiro da Volvo Cars

Por fim, a partir do próximo ano, também os relatórios financeiros trimestrais da Volvo Cars incorporarão informação sobre a performance financeira tanto do seu negócio elétrico como do não elétrico. O objetivo é o de tornar mais transparente a informação sobre o progresso da sua estratégia de eletrificação e a sua transformação global.

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