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Baterias

Mercedes-Benz junta-se à Stellantis e TotalEnergies para fazerem baterias na Europa

A Mercedes-Benz passa a ter uma parte igual na ACC, a joint venture entre a Stellantis e a TotalEnergies para fazer baterias na Europa.

Com a entrada da Mercedes-Benz na ACC (Automotive Cells Company), a joint venture firmada o ano passado entre a Stellantis e a TotalEnergies, aumenta também grandemente a sua capacidade industrial para um mínimo de 120 GWh até 2030 (antes era de 48 GWh).

A integração do construtor alemão na ACC ainda não está finalizada, estando ainda sujeita à elaboração dos acordos definitivos, assim como à aprovação das autoridades competentes.

Um dos objetivos da ACC, desde a sua formação, foi o de criar um “campeão” europeu de baterias para veículos elétricos, assegurando a independência industrial europeia tanto em matéria de conceção de baterias como de produção das mesmas.

VEJAM TAMBÉM: Grupo Volkswagen. Nova fábrica de baterias vai para Espanha e não para Portugal
ACC bateria

A entrada da Mercedes-Benz na joint venture reforça esse objetivo e o aumento de capacidade anunciado obrigará a um investimento superior a sete mil milhões de euros, que será apoiado por subvenções públicas e financiado por capitais próprios e empréstimos.

“A chegada da Mercedes-Benz como novo acionista é um marco importante para a ACC. Trata-se de um grande voto de confiança expressa pela Mercedes-Benz no nosso roteiro tecnológico e na competitividade dos nossos produtos. Esta adesão irá reforçar, significativamente, o potencial de negócio da ACC, sustentando o seu plano de crescimento ambicioso. Reforça, também, o nosso contributo para com um futuro elétrico e sustentável.”

Yann Vincent, diretor geral da ACC

Baterias, precisam-se

Foi em julho passado que a Mercedes-Benz anunciou que estaria preparada para se tornar 100% elétrica no final da década (2030), dependendo das condições dos vários mercados onde atua. Para atingir essa meta, o construtor alemão disse precisar de uma capacidade total de produção de baterias de mais de 200 GWh.

Para lá chegar, também anunciou a construção de oito fábricas de baterias no mundo, quatro das quais na Europa, mas sempre na forma de uma parceria, justificando a sua entrada na ACC.

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