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Passeio Club MX-5 Portugal

Neste dia, o Mazda MX-5 foi o melhor carro do mundo…

A Mazda Portugal convidou-nos para o passeio do Club MX-5 pelas estradas da Beira Alta. E nós fomos, claro, num MX-5 quase a estrear.

Junho, Belmonte, e às 10h00 a temperatura do ar já batia nos 35 ºC. Eram os primeiros dias de muito calor do ano, mas isso não importava. Tinha um Mazda MX-5 (ND) nas mãos e a capota a pedir para ser aberta. Começava assim mais um passeio do Club MX-5 Portugal, e eu não via a hora de “atacar” as curvas perfeitas da Beira Alta com aquele Miata.

Belmonte foi o ponto de partida, onde a “família MX-5” se reuniu, mas a minha aventura começou em Lisboa, no dia anterior. Eram pouco mais de 19h00 quando “apanhei” a A1 — e depois a A23 — em direção ao distrito de Castelo Branco. Mas antes, uma “paragem técnica” em Santarém, no restaurante Taberna Ó Balcão, do Chef Rodrigo Castelo.

E foi ainda com os sabores do Ribatejo na memória, já depois das 22h00, que fiz os 222 km seguintes em direção à Pousada Convento de Belmonte, o ponto de encontro do passeio no dia seguinte.

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Mazda MX 5 1.5 Skyactiv-5 © Thomas V. Esveld / Razão Automóvel

Bem sei que conduzir um MX-5 em autoestrada pode ser uma heresia para os fãs mais puristas do Miata. Este pequeno roadster pede estradas secundárias e curvas, muitas curvas. Mas isso não me preocupou, sabia que essa era a “ementa” do dia seguinte.

E aqui entre nós, que ninguém nos ouve, o MX-5 — sobretudo na versão 1.5 Skyactiv-G de 132 cv — é muito competente em autoestrada. O depósito com 45 litros de capacidade e a média de consumos a rondar os 6,5 l/100 km fazem com que uma viagem mais longa não seja sequer um desafio.

Mazda MX 5 1.5 Skyactiv-18
Os 130 litros da bagageira chegam e sobram para uma aventura de fim-de-semana. © Thomas V. Esveld / Razão Automóvel

É apertado? Ligeiramente, sobretudo se tiverem mais de 1,85 m de altura. Mas até isso é uma boa desculpa para parar a meio caminho e beber um café. É barulhento? Um pouco. A ausência de moldura nas portas e a capota de lona deixam que alguns ruídos do exterior “entrem” no habitáculo. Mas com a capota aberta e com a banda sonora de um motor atmosférico no ar, nada disso conta.

E sejamos sinceros, o sistema de som Bose com nove altifalantes — dois dos quais embutidos no encosto de cabeça dos bancos —, de série nas versões Excellence (e superiores), faz um trabalho magnífico a abafar os ruídos que vêm de fora.

Visita ao Museu Judaico e ao Castelo de Belmonte

No dia seguinte, 30 Mazda MX-5 reunidos no estacionamento da Pousada. E que vista para se ter logo ao pequeno-almoço. De todas as cores e com as quatro gerações representadas, arrisco-me a dizer que ali havia um Mazda MX-5 para todos os gostos.

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As cores dos MX-5 iluminaram o estacionamento do Pousada Convento de Belmonte logo pela manhã. © Miguel Dias / Razão Automóvel

Depois de um briefing ligeiro e de muitos reencontros — este foi o primeiro passeio do Club MX-5 Portugal em 2021 (a pandemia não deixou que acontecesse antes…), seguimos em caravana para o centro de Belmonte, onde visitámos o Castelo e o Museu Judaico. Esta mescla entre automóveis, estradas, amigos e cultura é sempre uma preocupação do Club.

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A caravana MX-5 a “repousar” à porta do Castelo de Belmonte.

O calor era muito e a vontade de regressar ao MX-5 também. E depois de cumpridas as duas atividades que estavam estipuladas para esta paragem, voltámos à estrada, quase todos de capota aberta e cabelos ao vento.

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E foi com as belas paisagens da Guarda como pano de fundo, na N233, que seguimos até ao Sabugal, onde visitámos o Castelo local. E rapidamente o ritmo de passeio deu lugar a subidas de rotações maiores e trocas de caixa mais incisivas.

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Paragem seguinte: Castelo de Belmonte

As estradas pediam-no e os MX-5 também. Não o “meu”, que era uma unidade de 2021 e que eu “apanhei” com pouco mais de 200 km no odómetro. Mas todos os outros, que durante vários meses estiveram “presos” nas garagens à espera deste dia.

Este é o quarto MX-5 ND que conduzi, mas já não me lembrava do quanto gostava desta caixa manual de seis velocidades — muito direta e precisa, com um toque muito mecânico e com um curso curto — e deste motor.

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Até ao longe este MX-5 é especial…

Por comparação com o bloco de 2.0 litros com 184 cv, este 1.5 tem menos 52 cv, mas é, de longe, a motorização que eu escolheria para o “meu” MX-5. Noto-o sempre mais vivo, sobretudo nos regimes intermédios, e nas “tiradas” mais longas consegue ser bastante mais poupado, oferecendo os mesmo níveis de emoção.

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Almoço para “carregar baterias” e para fugir ao calor

Do Castelo do Sabugal seguimos para o Hotel das Termas do Cró, onde almoçámos. A fome ainda não era muita, mas o calor pedia uma pausa. Lembrem-se: dias de calor num MX-5 pedem óculos de sol, chapéu e protetor solar. Ok? Ah, e água. Muita água.

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Quase todos os membros do Club MX-5 Portugal o exibem nos seus carros.

A pausa de quase duas horas serviu para carregar baterias, mas rapidamente a caravana de 30 Miatas queria voltar à estrada, afinal ainda havia mais duas paragens previstas: a primeira em Almeida; a segunda em Vilar Formoso.

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E a receita foi a mesma. Serpenteados de curvas alternados com retas quase infinitas, que nos deixavam admirar quase todos os carros do passeio. Em equipa — leia-se fórmula — que ganha não se mexe, certo?

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Foi esta a minha vista durante grande parte do Passeio. E não a trocava por nada. © Miguel Dias / Razão Automóvel

E depois de uma paragem no Picadeiro d’El Rey, em Almeida, onde nem a beleza dos 14 cavalos que lá “vivem” conseguiu desafiar a elegância dos MX-5 que ficaram estacionados à porta, a paragem final, na Quinta do Prado Verde, paredes-meias com Espanha.

Foi lá que me despedi dos responsáveis da Mazda Portugal, que se ocupa do clube do famoso roadster japonês no nosso país, e de todos os proprietários que durante este dia me fizeram sentir “em casa”, como se pertencesse à família. Mas a despedida do MX-5 ainda estava longe.

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A caravana alinhada, antes de rumar a Vilar Formoso. © Miguel Dias / Razão Automóvel

Para mim, a última paragem do dia estava a quase 200 km de distância, na Bairrada. Até lá, tempo para uma reflexão sobre aquela jornada. E ali, naquele momento, não me preocupei com mais nada. De repente, este MX-5 parecia o melhor carro do mundo. E ter um carro como este é muito isso. É o feeling. É o momento.

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Não é o mais rápido, não é o mais potente e não é o mais requintado. Mas é um lembrete de tudo aquilo que nós gostamos — sim, nós, os petrolheads… — num automóvel.

Conduzir um MX-5 é sempre uma experiência inesquecível. E poder fazê-lo num passeio em família, rodeado de outros Miatas, só torna tudo ainda mais especial.

Passeio MX-5 Club Portugal
O descanso do guerreiro, ou neste caso, do Samurai. Foram mais de 1000 km num fim-de-semana…

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