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O melhor da década 2011-2020

Razão Automóvel. Foi assim que tudo começou

De pequeno site de automóveis a líder de audiências em Portugal. Conhece os momentos mais marcantes da história da Razão Automóvel.

Conhecem a expressão «essa história dava um livro». Pois bem, a história da Razão Automóvel dava mesmo um livro — interessante ou não, isso já é discutível.

Não vamos escrever um livro, mas vamos aproveitar o nosso especial «O MELHOR DA DÉCADA 2011-2020» para partilhar convosco a nossa história.

Como é que tudo começou? Foi difícil? Tínhamos tudo planeado ou foi obra do acaso? Há muitas questões às quais nunca vos respondemos. Até agora.

ESPECIAL RAZÃO AUTOMÓVEL: O melhor da década 2011-2020
Tiago Luís, Guilherme Costa e Diogo Teixeira
(Da esq. para a dir.) Tiago Luís, Guilherme Costa e Diogo Teixeira

Vamos responder a todas estas perguntas e vamos revisitar alguns dos momentos que marcaram a Razão Automóvel, da nossa fundação até ao momento atual. Passando pelas vitórias e também pelas derrotas de um projeto que, sem falsas modéstias, tem liderado a inovação na informação automóvel em Portugal.

Mas, como não podia deixar de ser, vamos começar pelo início. Alias, até vamos recuar um pouco mais. O mundo mudou tanto que sentimos necessidade de contextualizar a história da Razão Automóvel no tempo.

O mundo no início da década passada

Fundada em 2012, a Razão Automóvel nasceu durante o «boom» da blogosfera e das redes sociais. Em simultâneo, também os hábitos de consumo de «internet» começavam a mudar drasticamente.

Razão Automóvel história
Tiago Luís, um dos fundadores da Razão Automóvel a tentar arranjar internet para atualizar o site (e sim… “aquilo” foi o nosso primeiro logo). Corria o ano de 2012.

Foi mais ou menos nesta altura que os telemóveis deixaram de ser «meros» telefones portáteis e começaram a assumir-se como verdadeiros terminais de consumo de conteúdos e entretenimento. Desde então o tamanho dos ecrãs e capacidade de processamento nunca mais pararam de aumentar.

Os telemóveis perderam as teclas e nós ganhámos um mundo de oportunidades.

Tudo isto estava a acontecer online

Lembram-se do Farmville? Eu sei, parece que foi noutra vida. Mas se bem se recordam, miúdos e graúdos estavam viciados neste jogo. De um momento para o outro, as noites de milhões de famílias passaram a ser divididas entre o cultivo de cenouras e as telenovelas.

O nosso primeiro rali de Portugal, em 2014. Poucos conheciam a nossa cara, mas a marca Razão Automóvel já começava a ser reconhecida por onde passávamos.

Naquela altura era muito estranho. Mas hoje já ninguém estranha estarmos sempre conectados. Dos 9 aos 90 anos, de um momento para o outro, toda a gente estava online… sempre! E foi também mais ou menos por esta altura – finais de 2010 e início de 2011 – que quatro amigos começaram a olhar para esta realidade como uma oportunidade. O nome deles? Tiago Luís, Diogo Teixeira, Guilherme Costa e Vasco Pais.

Nesta mesma altura, milhares de outros blogs surgiam diariamente. Até o nosso.

A nossa oportunidade

Milhões de pessoas online e não existia oferta para quem gostava de automóveis ou procurava o seu próximo carro. Não fazia sentido para nós. E a pouca oferta que existia em português estava centrada nos sites das revistas e não tinham autonomia.

Valia-nos os websites internacionais, mas continuava a faltar a tão importante correspondência com o mercado nacional. Foi então que nós decidimos preencher esse espaço.

Por esta altura, seria demasiado otimista dizer que tínhamos uma «ideia». Tínhamos, quando muito, diagnosticado uma «necessidade». Uma necessidade que ainda não tinha identidade, nome ou estrutura, mas que nos inquietava.

As primeiras reuniões da «coisa»

Se estão a imaginar uma reunião muito elaborada num escritório, com gráficos e folhas de Excel podem esquecer. Troquem esses elementos por uma esplanada, algumas imperiais e boa disposição.

Foi neste contexto que pela primeira vez falámos na possibilidade de fundar a Razão Automóvel – que nessa altura ainda nem sequer tinha nome. Agora, olhando em retrospetiva, para estudantes de Direito, Gestão e Design, podemos dizer que não nos safámos nada mal no plano que traçámos para o nosso projeto editorial.

Em 2014, a Razão Automóvel foi convidada para um evento onde encontrámos «O Justiceiro», David Hasselhoff. Foi o primeiro de muitos eventos.

Foi nessa altura que decidimos que seria um projeto 100% digital, assente nas redes sociais e cujo website seria o elemento central. Sabemos que hoje esta fórmula parece óbvia, mas creio que não cometemos nenhuma injustiça, se afirmarmos que fomos dos primeiros em Portugal a pensar o digital de forma holística.

Finalmente, em julho de 2011, depois de muitas reuniões – daquelas que mencionámos mais acima – surgiu pela primeira vez o nome Razão Automóvel. Os nomes a concurso eram muitos, mas «Razão Automóvel» venceu.

O nosso «pequeno» grande problema

Nesta altura, dominar as ferramentas que tínhamos à nossa disposição – algumas das quais totalmente novas – foi um enorme desafio. Como já perceberam pela nossa formação académica, ninguém dominava verdadeiramente programação ou a gestão de redes sociais.

Foi o Tiago Luís, co-fundador da Razão Automóvel e recém-licenciado em Gestão, que tomou a iniciativa de tentar perceber como é que se programava um website. Algumas linhas de código depois, surgiu o nosso primeiro website. Era horrível – é verdade Tiago, temos de admitir… – mas orgulhava-nos.

Enquanto o Tiago Luís lutava para manter a Razão Automóvel online, eu e o Diogo Teixeira tentávamos arranjar motivos de interesse para as pessoas nos visitarem.

Assim que estes dois pressupostos foram minimamente cumpridos, o Vasco Pais começou a desenvolver o design da marca Razão Automóvel. Em menos de nada passámos de um logótipo que parecia desenhado por uma criança de cinco anos para uma imagem que hoje merece o respeito de todos.

O próximo passo da Razão Automóvel

Para nossa surpresa, poucos meses após a inauguração do website, a Razão Automóvel crescia a um ritmo alucinante.

Todos os dias chegavam centenas de novos leitores ao website e milhares de pessoas optavam por subscrever a nossa principal rede social: o Facebook. A qualidade das nossas notícias era satisfatória e as histórias que publicávamos começavam a ser «virais» – um termo que nasceu apenas em 2009.

Não parece, mas esta fotografia foi captada já passava das 23:00, corria o ano de 2013. Após um longo dia de trabalho, ainda encontrámos energia para manter o sítio da Razão Automóvel atualizado.

Foi aí que percebemos que a «receita» da Razão Automóvel estava certa. Era uma questão de tempo até passarmos das centenas para os milhares de leitores, e dos milhares de leitores para os milhões.

O primeiro teste de estrada

Já com uma audiência muito respeitável no nosso website, conquistada em pouco mais de um ano, começaram a surgir os primeiros convites para testes. A Razão Automóvel estava oficialmente no «radar» das marcas de automóveis.

Foi um duplo motivo de festa. Em primeiro lugar porque finalmente podíamos testar um carro, em segundo lugar porque era um Toyota GT86. Tivemos o carro durante três dias, e durante três dias o pobre Toyota GT86 não teve descanso.

Toyota GT86 © Razão Automóvel

Um momento que nós aproveitámos para mostrar ao «mundo» ao que vínhamos. Fomos para o Kartódromo de Internacional de Palmela (KIP), fizemos uma sessão fotográfica e enchemos as nossas plataformas com tudo o que produzimos nesses dias. Resultado? Foi um sucesso e foi também o primeiro de muitas centenas de testes.

A partir daí os convites começaram a suceder-se. Os testes, as apresentações internacionais, as notícias exclusivas e claro, cada vez mais pessoas a acompanharem o nosso trabalho.

Tudo pensado. Tudo estruturado

Pouco mais de um ano volvido desde o arranque da Razão Automóvel, começámos a projetar os próximos passos do nosso projeto. Um dos segredos do nosso sucesso foi precisamente esse: sempre fizemos tudo de forma profissional.

A imagem que está em destaque é de 2013, mas podia ser de 2020. Nessa altura a nossa dimensão era pequena, mas a nossa postura e ambição não. Os constrangimentos de ordem financeira ou técnica nunca forma desculpa para não projetarmos o que queríamos ser.

história Razão Automóvel
A nossa primeira equipa. Do lado esquerdo, da frente para trás: Diogo Teixeira, Tiago Luís, Thom V. Esveld, Ana Miranda. Do lado direito, da frente para trás: Guilherme Costa, Marco Nunes, Gonçalo Maccario, Ricardo Correia, Ricardo Neves e Fernando Gomes.

Eram muitas as vozes que nos desencorajavam, mas as vozes que acreditavam gritavam mais alto. Tínhamos a certeza absoluta que se a Razão Automóvel continuasse a crescer como crescia, um dia podia ser um meio de comunicação sustentável – isto numa altura em que as publicações 100% online ainda escasseavam.

Foi talvez a maior prova de «amor próprio» e autoconfiança das nossas vidas. Acreditávamos mesmo que a Razão Automóvel ia ser aquilo que é hoje. Só isso podia justificar trabalharmos das 9h00 às 18h00 nos nossos empregos e nas horas que restavam ainda encontrarmos forças para puxar pela Razão Automóvel.

Três anos intensos

Nesta altura, a única fonte de receita da Razão Automóvel eram os anúncios do Google e claro… a nossa carteira. Meios muito limitados, que nos obrigaram a compensar o nosso projeto editorial com a única coisa que o dinheiro não podia comprar: criatividade e empenho.

A nossa primeira fotografia na nova sede da Razão Automóvel. O «jovem» de calções é o nosso atual chefe de redação, Fernando Gomes. Abandonou uma carreira no design para dedicar-se a uma das suas paixões: os automóveis.

Em apenas três anos passámos a ser seguidos por mais de 50 mil pessoas no Facebook e gerávamos centenas de milhares de pageviews todos os meses. Sempre atentos às tendências e às melhores práticas internacionais, fomos os primeiros a desenvolver um site de automóveis 100% responsive. Era nestas pequenas conquistas que íamos buscar alento para continuar.

À nossa volta, tudo parecia igual menos a Razão Automóvel. Fruto dessa diferença e ousadia, em apenas três anos conseguimos conquistar o nosso maior capital: a confiança do setor automóvel e admiração dos nossos colegas.

Os nossos primeiros três anos foram assim, mas as coisas ainda agora começaram. Continuamos para a semana?

 

 

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