Natal de "1900-e-troca-o-passo"

Hoje, há mais de 30 anos. Estavas a brincar com o quê?

Rapazes da minha geração, hoje temos encontro marcado com os natais da nossa infância. Vamos recordar os brinquedos que nos fizeram sonhar antes do WIFI tomar conta disto tudo.

Se nasceste algures entre a década de 70 e 80, parabéns: estás oficialmente a caminho de te tornares um clássico. Mas para já, prefiro a expressão seminovos. Apesar da juventude ainda não ter abandonado os nossos corpos, as primeiras mazelas do tempo começam a surgir.

Não te faças despercebido, sabes bem do que falo. A falta de cabelo no capot, os problemas na transmissão/joelhos e as primeiras dores de chassis. Ainda podemos brincar com isto tudo porque ainda não é nada de grave. Em boa verdade, com um pouco de manutenção a maioria destas maleitas desaparece — excepto a calvície, lamento.

Mas hoje a minha proposta é esquecermos as idiossincrasias da maioridade. Lembram-se de quando eramos putos? Da excitação que era o Natal? Os anúncios de brinquedos, a antecipação da quadra natalícia, as férias de Natal que duravam mais de duas semanas(!) e que nós achávamos que era pouco — mal sabíamos nós o que nos esperava.

Toda esta amalgama de recordações e circunstâncias da vida adulta fez-me recordar os natais de há mais de 25 anos. Natais que se materializavam na esperança de receber alguns dos brinquedos desta lista.

Calem os vossos putos, e embarquem comigo nesta viagem nostálgica a uma época onde os smartphones, o wifi e a internet era coisas de ficção científica.

1. Os simulador analógicos

aqui falamos deste fantástico simulador. A diversão consistia em conduzir o carro, desenhado e fixo num painel, com a estrada a passar por trás. Enquanto conduzias era possível acender os faróis, buzinar, ligar os piscas, e aumentar a velocidade através da alavanca de velocidades.

Havia várias versões, mas um das mais desejadas era a Tomy Racing Cockpit.

2. Micro Machines

Mais um dos brinquedos que também já aqui falámos. A panóplia de modelos de todos os tipos, com a particularidade das reduzidas dimensões, é também um clássico da infância de qualquer petrolhead.

Lembras-te disto certamente. Infelizmente não encontramos a versão portuguesa.

3. Os carro telecomandados

A pilhas, a bateria, a gasolina ou até com fio, tiveste pelo menos um. Se não tiveste, é provável que sejas resultado de uma gravidez indesejada.

Até meio da década de 90 a Nikko ditava as regras nas grandes superfícies e na minha casa. Entretanto surgiu a Tyco que tinha carros um pouco mais exuberantes, mas nunca me convenceram. Quanto aos modelos a gasolina, ainda estou para comprar um…

4. Matchbox, Hotwheels, Bburago, Corgi toys…

Aquele clássico que toda a criança já pediu no supermercado infernizando a vida aos pais e fazendo-os passar uma enorme vergonha quando a resposta é negativa.

Os dois primeiros, Matchbox e Hotwheels, representavam aquele bónus que podias conseguir sem motivo especial, durante uma ida ao supermercado. Depois havia as coleções de 30 carros das lojas chinesas cujas rodas por vezes teimavam em não rodar. O seu fim normalmente era triste.

5. Pistas de corrida

As pistas ainda hoje existem, como as de slotcars, mas são muito mais avançadas. No meu tempo consistiam num oito, apenas e só com pouco mais de um metro de comprimento. Eram montadas com peças que encaixavam umas nas outras para fazerem o contacto necessário para posteriormente os carros andarem através do magnetismo criado e com um comando para cada carro.

Nesta altura, o nosso maior drama era convencer os nossos pais a comprarem mais «pilhas gordas» que estas pistas destruíam a uma velocidade louca.

6. LEGO

Foi um dos brinquedos da minha infância. A liberdade que nos permitia era total e a partir das peças dos kit’s iniciais comecei a fazer as minhas adaptações. Carros da polícia com canhões no teto, barcos que voavam, motas submarinas, etc.

Ainda tenho alguns, e tu?

7. Playmobil

Se algum de vocês já tem putos em casa digam-me uma coisa: a pequenada ainda brinca com isto? É que se brincam, ainda há esperança na humanidade.

Tal como o LEGO, era um dos brinquedos mais recorrentes entre o meu grupo de amigos. Mas dentro destes, havia dois grupos: os que preferiam Playmobil com carros e os «outros» que preferiam castelos, cowboys e barcos pirata.

O plástico era de alta qualidade, praticamente inquebrável. Tantas horas de brincadeira com uma ambulância igual a esta:

8. As primeiras consolas

Sou do tempo em que existia uma coisa chamada «Clube SEGA». As consolas davam os primeiros passos rumo à massificação e em Portugal a rainha das consolas era a Mega Drive, custava 50 contos — para quem não sabe converter, são 250 euros. Um consola que contou com um simulador, o Fórmula 1. Realístico? Nem por isso. Mas nós não queríamos saber.

Depois surgiu a Sega Saturn e a Sony Playstation, e o programa Templo dos Jogos, e… o Gran Turismo. Eu sei que podia ter recuado mais no tempo e falado do Spectrum mas não quero sentir-me tão velho.

E tu, neste dia 25 de dezembro, há muitos anos com o que é brincavas? Partilha connosco.

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