Crónica

O motor da minha vida? O motor Diesel da Isuzu

Longe do glamour de outros motores, o pequeno motor Diesel Isuzu que nas suas diversas variantes animou os Opel Corsa é o meu motor preferido. Eis o porquê.

Quatro cilindros, 1488 cm3 de capacidade, 50 ou 67 cv consoante adotava ou não um turbo. Eis as principais características daquele que é o meu motor preferido (quiçá o motor da minha vida), o motor Diesel Isuzu que equipou os Opel Corsa A e B.

Bem sei que esta escolha dificilmente reúne consenso e que há motores bem melhores, mas a ti, atento leitor, peço-te alguma paciência enquanto te explico o porquê desta minha escolha.

Económico por natureza e fiável por caráter, o motor Diesel Isuzu que equipou o modesto Opel Corsa ao longo da década de 90 do século passado está longe de ser uma pérola da engenharia automóvel (tanto que nem foi além de uma menção honrosa neste artigo).

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No entanto, se me dissessem que só podia escolher um motor para me acompanhar para o resto da vida, dificilmente pensaria duas vezes.

As razões que até a razão contraria

Antes de mais, este motor é para mim quase como um amigo de (muito) longa data. Presente no carro que havia lá por casa quando nasci, um Corsa A na versão “D” que circulou até aos 700 mil quilómetros, o seu algo desajeitado matraquear foi a banda sonora que me embalou em longas viagens na minha infância.

Opel Corsa A
Com exceção do logótipo “TD” na traseira, o Corsa A que havia lá por casa era igualzinho a este.

Bastava-me ouvi-lo ao longe e pensava logo “o meu pai está a chegar”. Quando o pequeno Corsa A se reformou, o substituto lá em casa foi o seu sucessor direto, um Corsa B que, como que a acompanhar os tempos, se apresentou na versão “TD”.

A bordo dele fui interrogando o meu pai acerca dos segredos da condução e sonhando com o dia em que me poderia sentar atrás do volante. E a banda sonora? Sempre o matraquear do motor Diesel Isuzu, o T4EC1.

Muitos carros passaram desde então lá por casa, mas aquele pequeno Opel Corsa preto foi-se mantendo até ao dia em que tirei a carta (curiosamente com algumas aulas ao volante de um… Corsa 1.5 TD).

Opel Corsa B
Este foi o segundo Corsa que tivemos e foi decisivo para a minha “paixão” pelo motor Diesel da Isuzu. Ainda hoje o tenho e como te disse noutro artigo, não o trocava. © João Delfim Tomé / Razão Automóvel
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Aí, e apesar de ter à minha disposição um mais alegre e até dinâmico Renault Clio equipado com a versão a carburador do 1.2 Energy, sempre que podia “roubava” o carro à minha mãe. O pretexto? O gasóleo era mais barato.

Os anos foram passando, os quilómetros acumulando, mas uma coisa é certa: aquele motor continua a cativar-me. Seja pelo ligeiro arrasto do motor de arranque (que costuma dar duas voltas antes de o motor arrancar), pela economia ou pelo facto de já lhe conhecer todos os sons e manhas, dificilmente escolheria outro motor para me acompanhar para o resto da vida.

Opel Corsa B Eco
“ECO”. Um logótipo que me habituei a ver na lateral do meu Corsa e que faz jus a uma das principais qualidades do seu motor: a economia.
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Bem sei que há motores melhores, mais potentes, económicos e até fiáveis (pelo menos com menor propensão para sobreaquecer ou perder óleo pela tampa das válvulas).

No entanto, sempre que dou à chave e oiço aquele quatro cilindros pegar acabo por ficar sempre com um sorriso na cara que mais nenhum carro até hoje me causou, e essa é a razão pela qual este é o meu motor preferido.

E tu, tens algum motor que te tenha marcado? Deixa-nos a tua história nos comentários.

Sabes responder a esta?
Qual era a potência do motor com 1.0 l e três cilindros que equipava o Opel Corsa B?
Não acertaste.

Mas podes descobrir a resposta aqui:

Opel Corsa B 1.0, 3 cilindros e 54 cv. Será que atinge a sua velocidade máxima?

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