Fórmula 1

Grande Prémio do Bahrain. O regresso da Ferrari ou um passeio da Mercedes?

Depois do arranque na Austrália, o "circo" da Fórmula 1 vai até ao Bahrain para o "segundo round". O que se pode esperar deste Grande Prémio?

Após uma vitória surpreendente de Valteri Bottas na Austrália, do adiamento do muito esperado confronto entre Ferrari e Mercedes (e entre Hamilton e Vettel), do primeiro pódio de um carro com motor Honda desde 2008 e do regresso de Kubica à Fórmula 1, os focos estão já colocados no Grande Prémio do Bahrain.

Disputado pela primeira vez em 2004, o Grande Prémio do Bahrain foi o primeiro a decorrer no Médio Oriente. Desde então e até hoje, só em 2011 não se correu no Bahrain. A partir de 2014 o Grande Prémio passou a realizar-se à noite.

Em termos de vitórias, o domínio da Ferrari é claro, tendo vencido naquele circuito por seis vezes (venceu inclusive a prova inaugural em 2004), o dobro daquelas em que a Mercedes subiu ao lugar mais alto do pódio. Entre os pilotos, Vettel é o mais bem sucedido, tendo já conquistado o Grande Prémio do Bahrain por quatro vezes (em 2012, 2013, 2017 e 2018).

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Estendendo-se ao longo de 5,412 km e 15 curvas, a volta mais rápida no circuito do Bahrain pertence a Pedro de la Rosa que, em 2005, o percorreu em 1min31,447s aos comandos de um McLaren. Resta agora saber se o ponto extra pela volta mais rápida servirá de motivação extra para tentar bater este recorde.

Grande Prémio da Austrália
Após a vitória da Mercedes na Austrália no Bahrain vai ser possível ver até que ponto a equipa alemã está à frente da concorrência.

As três grandes…

Para o Grande Prémio do Bahrain, os holofotes surgem sobre as “três grandes”: a Mercedes, a Ferrari e, um pouco mais atrás, a Red Bull. Nas hostes da Mercedes, a principal questão que prende-se com a reação de Hamilton após a surpreendente e dominadora vitória de Bottas em Melbourne.

Valteri Bottas Austrália
Contra a maioria das expetativas, Valteri Bottas conquistou o Grande Prémio da Austrália. Será que faz o mesmo no Bahrain?

O mais provável é que, motivado pela vitória do colega de equipa, Hamilton parta ao ataque, procurando acrescentar ao palmarés a terceira vitória no Bahrain (as outras duas remontam a 2014 e 2015). No entanto, após alcançar a primeira vitória desde 2017, Bottas parece ter confiança renovada e deverá querer calar quem chegou a dizer que iria sair da Mercedes.

Quanto à Ferrari, as coisas são um pouco mais complicadas. Depois de uma dececionante corrida em Melbourne na qual Vettel chegou a questionar os engenheiros acerca da razão pela qual o carro estava tão lento face à concorrência, a grande curiosidade é ver até que ponto a equipa conseguiu melhorar no espaço de 15 dias.

Com Vettel a tentar de conquistar a terceira vitória consecutiva no Bahrain, será interessante ver de que forma a Ferrari vai gerir a relação entre os seus dois pilotos, após na Austrália ter dado ordens a Leclerc para não disputar o quarto lugar com Vettel, indo contra o que o team manager, Mattia Binotto, havia afirmado de que ambos iriam ter “liberdade para lutar entre si”.

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Por fim, a Red Bull surge na Austrália motivada pelo pódio na primeira prova disputada com o motor Honda. Se da parte de Max Verstappen já se espera que lute pelos primeiros lugares, a dúvida prende-se com Pierre Gasly, que na Austrália ficou em décimo lugar e atrás do Toro Rosso de Daniil Kvyat.

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Red Bull F1
Após o terceiro lugar na Austrália será que a Red Bull consegue ir mais longe?

…e as restantes

Se houve coisa que se confirmou na Austrália é que a diferença de ritmo entre as três equipas da frente e o restante pelotão continua a ser notável. Entre as equipas que usam motor Renault saltam à vista duas coisas: a fiabilidade ainda não está toda lá (que o digam Carlos Sainz e a McLaren) e o rendimento está abaixo da concorrência.

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Renault F1
Após ter visto Daniel Ricciardo abandonar na Austrália após perder a asa dianteira, a Renault espera aproximar-se do pelotão da frente no Bahrain.

Face aos sintomas negativos revelados na Austrália, é pouco provável que no Bahrain tanto a McLaren como a Renault se consigam aproximar dos lugares da frente, sendo que, após a subida de forma da Honda começa a tornar-se difícil disfarçar as limitações da unidade motriz da Renault.

McLaren F1
Depois de Carlos Sainz ter desistido ao fim de apenas 10 voltas, a McLaren espera ter melhor sorte no Grande Prémio do Bahrain.

Já a Haas irá tentar, acima de tudo, acertar com os pit stop para evitar incidentes como o que levou à desistência de Romain Grosjean. Quanto à Alfa Romeo, Toro Rosso e Racing Point, o mais provável é que não andem muito longe dos lugares alcançados na Austrália, sendo curioso ver até que ponto Daniil Kvyat irá conseguir continuar a “incomodar” Pierre Gasly.

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Por fim, chegamos à Williams. Depois de uma prova australiana para esquecer, o mais provável é que no Bahrain a equipa britânica feche novamente o pelotão. Apesar de George Russel já ter dito que o “problema fundamental” do carro já ter sido detetado, ele próprio afirmou que a resolução não é rápida.

Williams F1
Após ter terminado nos dois últimos lugares na Austrália, o mais provável é que a Williams se mantenha por lá no Bahrain.

Resta agora ver até que ponto a Williams conseguirá terminar o Grande Prémio do Bahrain sem estar três voltas atrás do líder como aconteceu com Kubica. O polaco regressa à pista onde conseguiu a sua primeira e única pole position em 2008, isto após uma semana em que Jaques Villeneuve afirmou que o regresso de Kubica à Fórmula 1 “não é bom para a modalidade”.

O Grande Prémio do Bahrein decorre no dia 31 de março às 16h10 (hora portuguesa), com a qualificação a ocorrer no dia anterior, a 30 de março às 15h00 (hora portuguesa).

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