Salão de Paris 2018

Mercedes-Benz Classe B resiste à investida SUV com nova geração

Num mundo infestado de SUV, ainda resistem alguns MPV. O Mercedes-Benz Classe B apresenta-se em Paris com uma geração 100% nova.

A Mercedes-Benz levou a Paris uma nova geração do Classe B (W247), o seu representante nos MPV médios — perdão… MPV? Ainda se vendem?

Aparentemente sim. Apesar de, olhando para o mercado europeu nos primeiros seis meses de 2018, verificarmos que os MPV continuam a perder vendas e representantes, fenómeno que se tem repetido nos últimos anos. Os culpados? Os SUV, claro, que continuam a conquistar vendas não só aos MPV, mas a praticamente todas as outras tipologias.

Família crescente

Mas ainda há espaço para um novo Classe B. É o quarto modelo de um total de oito da família de modelos compactos do construtor de Estugarda — Classe A, Classe A Sedan, Classe A Sedan longo (China) já foram apresentados. Falta conhecer as novas gerações do CLA (CLA Shooting Brake não terá sucessor, ao que parece) e do GLA, além do inédito GLB, com o oitavo modelo, ao que tudo indica, a ser a variante de sete lugares do agora apresentado Classe B.

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Mercedes-Benz Classe B

Design

O rival do BMW Série 2 Active Tourer vê-se profundamente remodelado, assente sobre a MFA 2, a mesma base do Classe A. Mantém a silhueta monocorpo, mas agora com estilo mais suave e fluído, de acordo com os princípios da linguagem “Sensual Purity”. As proporções são distintas do antecessor, graças a um vão dianteiro de menor dimensão, altura ligeiramente reduzida, e rodas maiores, com dimensões entre as 16″ e as 19″.

Também resulta mais eficaz do ponto de vista aerodinâmico com um Cx de apenas 0,24, um valor notável, considerando o formato da carroçaria e a altura de 1,56 m. O condutor beneficia de uma posição de condução elevada (+ 90 mm do que no Classe A), com melhorias também na visibilidade circundante, de acordo com a Mercedes-Benz.

O formato MPV é o melhor para uso familiar, e o novo Mercedes-Benz Classe B superioriza-se ao antecessor, ao anunciar melhores cotas de habitabilidade traseira e um banco traseiro rebatível (40:20:40) e deslizante (em 14 cm), que permite variar a capacidade da bagageira entre os 455 l e os 705 l.

Interior

Mas é o interior que se destaca, introduzindo o mesmo tipo de soluções “radicais” que pudemos ver no novo Classe A.

Estamos resumidos a dois ecrãs — um para o painel de instrumentos e outro para o sistema de info-entretenimento —, posicionados lado a lado, com três tamanhos possíveis. Dois ecrãs de 7″, um de 7″ e outro de 10,25″ e, por fim, dois de 10,25″. A estes pode-se juntar ainda um Head-Up Display. O design do interior é ainda marcado pelas cinco saídas de ventilação, três centrais, em forma de turbina.

É também através dos dois ecrãs que podemos aceder a muitas das funcionalidades do MBUX, o sistema multimédia da Mercedes-Benz, que integra o sistema de conectividade Mercedes me, e até tem a capacidade de aprender (inteligência artificial), adaptando-se às preferências do utilizador.

O conforto não ficou esquecido, com a marca da estrela a anunciar novos bancos Energizing, que podem ser, em opção, climatizados e até com função de massagem.

Tecnologia herdada do Classe S

O Mercedes-Benz Classe B também vem com o Intelligent Drive, uma série de sistemas de assistência à condução, introduzidos originalmente pelo porta-estandarte Classe S.

O Classe B ganha, assim, capacidades semiautónomas, estando equipado com câmara e radar, podendo antecipar o tráfego até 500 m à sua frente.

Do arsenal de assistentes fazem parte o Assistente Ativo de Controlo da Distância DISTRONIC — dá suporte cartográfico e pode ajustar a velocidade de forma preditiva, por exemplo, na aproximação às curvas, cruzamentos e rotundas —; o Assistente Ativo de Travagens de Emergência e o Assistente Ativo de Mudança de Faixa de Rodagem. O Classe B pode ainda ser equipado com o já conhecido sistema Pre-Safe.

Mercedes-Benz Classe B

Motores

As motorizações disponíveis no lançamento serão cinco — duas a gasolina, três Diesel — que podem ser acopladas a duas transmissões, ambas de dupla embraiagem, divergindo no número de velocidades, sete e oito:

Versão Combustível Motor Potência e Binário Transmissão Consumos (l/100 km) Emissões CO2 (g/km)
B 180 Gasolina 1.33 l, 4 cil. 136 cv e 200 Nm 7G-DCT (dupla embraiagem) 5,6-5,4 128-124
B 200 Gasolina 1.33 l, 4 cil. 163 cv e 250 Nm 7G-DCT (dupla embraiagem) 5,6-5,4 129-124
B 180 d Diesel 1.5 l, 4 cil. 116 cv e 260 Nm 7G-DCT (dupla embraiagem) 4.4-4.1 115-109
B 200 d Diesel 2.0 l, 4 cil. 150 cv e 320 Nm 8G-DCT (dupla embraiagem) 4.5-4.2 119-112
B 220 d Diesel 2.0 l, 4 cil. 190 cv e 400 Nm 8G-DCT (dupla embraiagem) 4.5-4.4 119-116

Dinâmica

É um veículo com propósitos claramente familiares, mas mesmo assim a Mercedes-Benz não se conteve em associar ao novo Classe B qualidades dinâmicas como agilidade.

A suspensão é definida por um esquema MacPherson na dianteira, com braços de suspensão em alumínio forjado; enquanto a traseira pode apresentar duas soluções, dependendo das versões. Um mais simples esquema de barras de torção para as motorizações mais acessíveis, e em opção e de série nas motorizações mais potentes, a suspensão traseira passa a ser independente, com quatro braços, recorrendo novamente e abundantemente a alumínio.

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Quando chega

A gama será expandida posteriormente com mais motorizações e até versões com tração integral. A Mercedes-Benz anuncia o início de comercialização já a partir do próximo dia 3 de dezembro com as primeiras entregas a ocorrerem em fevereiro de 2019.

 

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