Diesel

Governo alemão anuncia recolha de 95 mil Opel com motores Diesel

A Opel opõe-se às acusações de usar dispositivos manipuladores em alguns dos seus Diesel. Não foi impedimento para o anúncio de recolha do governo alemão.

Continuam na Alemanha as investigações acerca de possíveis usos de dispositivos manipuladores (defeat devices) nos motores Diesel. Desta vez, a autoridade federal de transportes alemã, KBA, através do Ministério de Transportes, ordenou que 95 mil veículos Opel fossem recolhidos e atualizados ao nível da gestão eletrónica do motor.

A medida é o resultado de investigações recentes efetuadas às instalações da marca alemã, onde foram encontrados quatro programas informáticos capazes de alterar as emissões de veículos em 2015, segundo reporta a Reuters.

Opel opõe-se às acusações

A Opel respondeu em comunicado, primeiro confirmando as investigações efetuadas pela procuradoria pública em Rüsselsheim e Kaiserslautern; e segundo, objetando as acusações de usar dispositivos manipuladores, afirmando que os seus veículos cumprem as normas vigentes. De acordo com o comunicado da Opel:

Este processo não foi ainda concluído. Não está a ser atrasado pela Opel [em oposição ao afirmado pela KBA]. Se uma ordem for emitida, a Opel tomará uma ação legal para se defender.

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Os modelos afetados

Os modelos visados para recolha pela KBA são o Opel Zafira Tourer (1.6 CDTI e 2.0 CDTI), o Opel Cascada (2.0 CDTI) e a primeira geração do Opel Insignia (2.0 CDTI). Modelos que a própria Opel já tinha recolhido numa ação voluntária entre fevereiro de 2017 e abril de 2018, com o mesmo fim.

Os números da Opel também diferem grandemente dos avançados pela KBA. A marca alemã refere que apenas 31 200 veículos estavam afetados por esta operação de recolha, dos quais mais de 22 mil já viram o seu software atualizado, pelo que apenas menos de 9200 veículos estariam envolvidos no anúncio de segunda-feira passada pelo Ministério de Transportes alemão, e não 95 mil.

Tem ou não tem dispositivos manipuladores?

A Opel admitiu em 2016, e não é o primeiro construtor a fazê-lo, que o software usado, em certas condições, pode efetivamente desligar os sistemas de tratamento dos gases de escape. De acordo com a mesma, e até com outros fabricantes que recorrem à mesma prática, é uma medida de proteção do motor, e é perfeitamente legal.

A legalidade dessa medida, justificada por lacunas na lei, é precisamente onde residem as dúvidas das entidades alemãs, cujas investigações e anúncios de recolhas já afetaram vários construtores.

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