Apresentação

O Rolls-Royce dos SUV é o… Rolls-Royce Cullinan

O nome provém do maior diamante até agora descoberto, mas será o Rolls-Royce Cullinan, o primeiro SUV da marca britânica, verdadeiramente um diamante?

Também a aristocrática marca britânica não resistiu aos encantos dos SUV. O Rolls-Royce Cullinan é o seu primeiro veículo do género, com promessas de ser tão capaz fora de estrada como um Range Rover — também é o primeiro Rolls-Royce a ter tração integral —, mas mantendo os níveis de luxo e refinamento esperados de um Rolls-Royce.

Sabíamos que teríamos de oferecer aos nossos clientes aquilo que não encontrariam nos mercado dos SUV. Eles não aceitam limitações ou compromissos nas suas vidas. Eles são os novos pioneiros, e para eles é sobre o sensação de aventura e ousadia em como vivem as suas experiências. Esta abordagem à vida exigem que um carro que possa ir a qualquer lado no derradeiro luxo e estilo — ao estilo da Rolls-Royce. Por isso, Cullinan

Torsten Müller-Ötvös, CEO Rolls-Royce

O Cullinan é… gigante

Baseado na “Arquitetura do Luxo” estreada pela oitava geração do Phantom, o Rolls-Royce Cullinan é construído, igualmente, maioritariamente em alumínio, com a marca britânica a anunciar níveis superiores de rigidez estrutural. É mais curto 40 cm (!) do que o Phantom, mas quase 20 cm mais alto. É muito maior que qualquer um dos seus potenciais rivais.

Rolls-Royce Cullinan

O Bentley Bentayga é quase 20 cm mais curto do que o Cullinan e o Bentayga já ultrapassa alegremente os 5,0 m de comprimento — o Cullinan mede 5,34 m de comprimento. A distância entre eixos é de uns longos 3,3 m, pelo que se justifica a adoção de quatro rodas direcionais.

Pode ser em alumínio, mas as suas dimensões e opulência mecânica e interior, faz com que pese aproximadamente 2700 kg (mais de 200 kg que o Bentayga).

Conforto supremo

Conhecida pelo conforto dos seus modelos, o Cullinan oferece novos desafios, nomeadamente, a qualidade do conforto quando em condução fora de estrada. A desejada “Magic Carpet Ride” (tapete mágico) teve de se adaptar às novas necessidades.

O Rolls-Royce Cullinan assenta sobre a mais recente geração de suspensão pneumática automaticamente ajustável — duplos triângulos à frente e multi-link atrás com barras estabilizadoras ativas —, integrando novos suportes que permitem conter volumes superiores de ar capazes de amortecer os golpes mais severos dos terrenos mais difíceis.

Everywhere

Um Rolls-Royce com um modo fora de estrada… ao que chegámos. Fazendo jus à filosofia “Effortless, Everywhere” (“sem esforço, em todo o lado”), o botão “off-road” após pressionado, altera inúmeros parâmetros na gestão do motor, na suspensão, e nos sistemas de assistência à condução para ultrapassarmos qualquer obstáculo. Estão disponíveis mais opções dependendo do tipo de terreno: neve, areia, ou rocha.

Rolls-Royce Cullinan
O controlador Spirit of Ecstasy, que controla o sistema de infoentrenimento, e podemos ver botões para controlar a altura da suspensão e o botão… Off-Road.

Apesar das capacidades fora de estrada prometidas pela marca — por exemplo, 540 mm de capacidade de vau, a mais elevada entre os SUV de luxo, de acordo com a marca —, o Cullinan não tem redutoras. A caixa automática da ZF, com oito velocidades, e o muito generoso binário a baixa rotação (850 Nm às 1600 rpm), de acordo com a marca, tornam-as prescindíveis.

O V12 é o mesmo do Phantom

Deslocar os aproximadamente 2700 kg em movimento está a cargo do mesmo V12 twin turbo de 6,75 l que podemos encontrar no Phantom. São 571 cv — “potência adequada”, na linguagem Rolls-Royce —, e os já mencionados 850 Nm às 1600 rpm, pouco acima do que deve ser o ralenti do V12.

Rolls-Royce Cullinan
O mesmo V12 já presente no Phantom

Ao contrário do Bentayga, que traz como cartão de visita uma velocidade máxima de 301 km/h (W12), é o tipo de comportamento pouco digno para a Rolls-Royce anunciar. O Cullinan surge assim limitado aos 250 km/h. Será rápido o suficiente, mas não esperem ver a Rolls-Royce gabar-se das suas performances.

O mais prático dos Rolls-Royce

Tal como no Phantom, o acesso aos lugares traseiros faz-se através de portas tipo “suicida”, e reforçando a faceta de ser o mais prático dos Rolls-Royce, o Cullinan oferece duas opções para os lugares traseiros: Lounge, com capacidade para três pessoas e com bancos rebativeis — eletricamente, claro —, uma estreia para a marca; e Individual, com dois lugares individuais rodeados de todo o luxo possível, separados por uma consola central fixa, com compartimento para copos de whisky e champanhe, e bebidas.

A marca também refere a capacidade de bagageira do seu SUV — deve ser a primeira vez que tal é referido pela marca —, com um volume de 560 l, que pode crescer até aos 600 l, com a remoção de uma prateleira amovível.

Uma curiosidade é existir a possibilidade de separar completamente a área dedicada aos ocupantes da bagageira, através de uma “cortina” em vidro retrátil — evocando tempos idos, como nos modelos da marca nos anos 30, onde a bagageira era um compartimento à parte do automóvel.

Conduzir e ser conduzido

Como não podia deixar de ser, o interior de qualquer Rolls-Royce é onde a “magia” acontece. Nada mais é esperado do que qualidade suprema e isolamento do exterior. Como se espera, o interior tende para o lado mais conservador no que toca às suas formas — apesar de dar para configurá-lo de forma mais exuberante.

A Rolls-Royce sempre procurou interiores que expressassem simplicidade e que fossem intuitivos de usar nos seus controlos e instrumentos, algo cada vez mais difícil nos dias que correm, com excesso de informação sensorial providenciado pelo avançar do digital nos automóveis — multiplicidade de ecrãs e cada vez mais “funcionalidades”.

Não significa que venha com falta de equipamento ou até um ecrã tátil (uma estreia na marca) — quatro câmaras exteriores e visão noturna; um sistema de alerta de peões e… vida selvagem; head-up display e wi-fi hotspot são alguns dos destaques.

Módulo Recreativo

Para aceder à bagageira, a porta divide-se em duas partes, superior e inferior — chamada “The Clasp” (o Fecho) —, com a inferior a abrir para baixo, permitindo um acesso mais baixo. No interior da bagageira podemos encontrar o que marca chama de Módulo Recreativo(Rolls-Royce Recreation Module).

Resumidamente são contentores que integram todos os equipamentos necessários ao exercício de qualquer atividade. Ir a uma corrida de drones? É favor carregar o Módulo do Drone. A Rolls-Royce tem uma série de módulos preparados, e outros específicos podem ser encomendados — pesca, fotografia, snowboarding, escalada, etc… 

Um dos mais curiosos é o Viewing Suite, que integra duas cadeiras e uma pequena mesa, perfeito para um pequeno cocktail ao ar livre — ora vejam…

Rolls-Royce Cullinan

Expetativas

A Rolls-Royce não revelou o número de vendas anuais que espera do Cullinan, mas prevê-se que se torne no modelo da marca mais vendido após entrar em comercialização ainda este ano. A aristocrática marca britânica tem atualmente vendas a rondar as 4000 unidades anuais, que graças ao Cullinan, podem muito bem subir 50%, até às 6000.

Também abrirá novas oportunidades em mercados como o russo ou indiano, e a marca também espera que atraia clientes mais jovens, mais dados a atividades “ao ar livre” que vão de encontro à mensagem que a Rolls-Royce quer passar com o Cullinan: “Effortless, Everywhere”.

Rolls-Royce Cullinan
Sabes responder a esta?
Em que ano foi lançado o Ford Sierra Cosworth RS500?
Não acertaste.

Mas podes descobrir a resposta aqui:

O primeiro Ford Sierra Cosworth RS500 de sempre vai a leilão

Mais artigos em Notícias

Os mais vistos