Mercado

WLTP. Preços dos carros podem ver imposto aumentar entre 40 e 50%

Numa altura em que o mercado automóvel cresce, em Portugal, 7,6%, as vendas de carros novos podem vir a sofrer um forte trambolhão já em setembro, com a entrada em vigor da fase de transição para o WLTP. A qual poderá levar a um agravamento nos preços, de alguns milhares de euros.

Apesar dos pedidos da Comissão Europeia para que a entrada em vigor do novo ciclo de medição das emissões poluentes WLTP, não resulte em agravamento de impostos, as associações do setor automóvel receiam que as coisas não se passem exatamente assim.

Pelo contrário e segundo reconhece o secretário geral da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), as empresas temem, sim, a possibilidade de um aumento duplo, no preço dos automóveis novos, em apenas alguns meses — primeiro, já em setembro, com os carros já certificados pelo WLTP, mas com os valores de emissões convertidos para NEDC — chamado de NEDC2 —, e depois, em janeiro, com a instauração definitiva dos valores de emissões WLTP.

“Neste ano temos o NEDC2, ou o chamado ‘correlacionado’, que provocará o aumento médio das emissões de CO2 de cerca de 10%. Depois, em janeiro, a entrada do WLTP trará mais um aumento”, afirma, em declarações publicadas no Diário de Notícias, Hélder Pedro.

Hélder Pedro ACAP 2018 Fleet Magazine

Acrescentando que o sistema fiscal português “é baseado fundamentalmente nas emissões do CO2 e é muito progressivo”, Hélder Pedro salienta que, “qualquer agravamento de 10% ou 15% nas emissões pode levar a uma subida muito significativa do imposto a pagar”.

Segundo este mesmo responsável, o agravamento no preço dos veículos, em resultado da entrada em vigor da nova tabela de emissões, poderá acontecer através de um aumento do imposto a pagar, na ordem dos “40% ou 50%”, em particular, nos segmentos mais altos.

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“Carros deverão aumentar em média entre dois mil e três mil euros”

A preocupação com esta possibilidade está, de resto, bem presente nas palavras do diretor de Comunicação da Nissan, António Pereira-Joaquim, que, também em declarações ao DN, assume que “esta situação é preocupante porque entre setembro e dezembro vai funcionar com base em homologações WLTP convertidas em NEDC através de uma fórmula que resulta em valores bastante mais altos do que os atuais, o NEDC2”.

Conforme também recorda este responsável, “a aplicação direta das tabelas de imposto terá como impacto imediato o aumento significativo dos preços dos automóveis, com reflexos naturais no volume de vendas e nas receitas de impostos para o Estado”. Sendo que “os aumentos médios dos preços dos carros deverão andar entre os dois mil e os três mil euros só por causa do imposto”.

“Obviamente, isso é incomportável, não sendo vantajoso para ninguém”, conclui.

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