Clássicos

Mercedes-Benz volta a produzir painéis de carroçaria para o 300 SL “Gullwing”

Só foram produzidas 1400 unidades do 300 SL "Gullwing" — "Asas-de-Gaivota" —, mas isso não impediu a Mercedes-Benz de voltar a produzir novos painéis de carroçaria para o clássico desportivo.

O belo Mercedes-Benz 300 SL “Gullwing” (W198) praticamente dispensa apresentações. Apresentado em 1954, este desportivo derivado do mundo da competição, não só chegou a ser o carro mais rápido do planeta, como em 1999 seria eleito como “o” carro desportivo do século XX.

A alcunha de “Gullwing” ou “Asas-de-Gaivota” deve-se à peculiar forma como abrem as suas portas, uma solução derivada da necessidade de facilitar o acesso ao interior.

Apenas 1400 unidades foram produzidas entre 1954 e 1957, e agora, mais de 60 anos após a sua produção, a Mercedes-Benz volta a produzir os painéis da carroçaria do seu desportivo, com o objetivo de contribuir para a conservação destes valiosos veículos.

Mercedes-Benz 300 SL

Alta tecnologia e trabalho manual

A produção dos novos painéis resulta de uma parceria entre a marca da estrela e um fornecedor certificado, com a Mercedes a garantir qualidade de fábrica para os novos painéis — a precisão da montagem e do alinhamento prometidos permitem minimizar a quantidade de trabalho subsequente no veículo.

O processo resulta da junção de tecnologia de ponta com métodos tradicionais de fabricação manual. O fornecedor certificado — que a Mercedes-Benz não identifica —, tem entre as suas competências a construção complexa de ferramentas derivadas de dados 3D recolhidos de carroçarias originais.

Essas ferramentas permitem produzir as peças em metal necessárias, que são posteriormente finalizadas à mão usando maços de madeira. Os dados precisos resultantes da análise 3D também servem de base a uma inspeção de qualidade, através da comparação de cores falsas. Ou seja, a ferramenta de medição usa os dados 3D como referência e recorre a cores falsas para visualizar os desvios medidos entre o estado desejado e o estado real, tornando possível uma rápida e objetiva interpretação dos resultados das medições.

Previsivelmente, não é barato

Os painéis podem ser encomendados em qualquer parceiro comercial da Mercedes-Benz, usando o seu número de série, e são pintados eletroforeticamente, garantindo elevados padrões técnicos e visuais. Dado a raridade do modelo — não se sabe quantos 300 SL “Gullwing” existem atualmente —, e o meticuloso processo de produção dos novos painéis, os preços são (previsivelmente) elevados:

  • Painel frontal esquerdo (A198 620 03 09 40), 11 900 euros
  • Painel frontal direito (A198 620 04 09 40), 11 900 euros
  • Painel traseiro esquerdo (A198 640 01 09 40), 14 875 euros
  • Painel traseiro direito (A198 640 02 09 40), 14 875 euros
  • Secção traseira central (A198 647 00 09 40), 2975 euros
  • Chão traseiro (A198 640 00 61 40), 8925 euros

A Mercedes-Benz promete adicionar mais peças futuramente, juntando-se não só a estas, como a outras já existentes, como a recriação dos estofos originais em três diferentes padrões, como eram oferecidos no 300 SL “Gullwing” original. Com a produção de cada vez mais variedade de peças, haverá possibilidade no futuro de uma série de continuação, como já vimos acontecer na Jaguar?

 

Sabes responder a esta?
Qual o modelo da Mercedes-Benz que estreou o MBUX, o seu novo sistema de infontainment?
Não acertaste.

Mas podes descobrir a resposta aqui:

Conhece os preços do novo Mercedes-Benz Classe A em Portugal

Mais artigos em Notícias

Os mais vistos