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Troféu Volante de Cristal

Carro do Ano. Conhece os candidatos a Executivo do Ano 2018

Numa categoria que tem sido território (quase) exclusivo dos alemães há um novo intruso... Vamos conhecer os candidatos do Essilor Carro do Ano Volante de Cristal na categoria Executivo do Ano.

Cinco propostas, cinco executivos. Todos espaçosos, todos bem equipados. Mas também, todos eles relativamente diferentes. Qual é que será o modelo que vai reunir maior consenso entre os jurados do Essilor Carro do Ano Volante de Cristal?

Mais uma vez a Razão Automóvel integra o leque de publicações que faz parte do júri permanente do mais prestigiante prémio do setor automóvel em Portugal.

Terminados os testes de estrada, aqui ficam as nossas considerações sobre cada modelo a concurso, por ordem alfabética, na categoria Executivo do Ano do prémio Essilor Carro do Ano Volante de Cristal. Os resultados são conhecidos a 1 de março.

A NÃO PERDER: Conhece os 7 finalistas do Carro do Ano 2018/Troféu Volante de Cristal

Audi A5 Sportback 2.0 TDI Stronic Sport (190 CV) – 59 845 euros

Static photo, Color: Daytona Grey

Sete anos após o lançamento do primeiro A5 Sportback, a segunda geração chegou a Portugal faz agora um ano. É um modelo totalmente novo.

Assente sobre a plataforma MLB (a mesma do Q7, A8, Bentley Bentayga e Lamborghini Urus), é difícil tecer críticas à sua base rolante. É exatamente aquilo que se espera deste modelo alemão: é um executivo com pendor desportivo.

Por dentro, o habitáculo apresenta uma qualidade de materiais e construção sem falhas. O conforto acústico pretende ser equivalente ao de um modelo da classe de luxo. O conceito de vedação para as portas é complexo e o para-brisa acústico é de série. A bagageira com um volume de 480 litros é uma das melhores da sua categoria.

O motor 2.0 TDI de 190 cv com 400 Nm de binário máximo é um excelente aliado do conjunto, conseguindo cumprir os 0-100 km/h em escassos 7,9 segundos e atinge os 235 km/h de velocidade máxima. Apesar deste ímpeto, é um motor poupado sendo fácil atingir médias confortavelmente abaixo dos 6 litros/100 km.

O problema do Audi A5 Sportback? A dependência da lista de opcionais. A base é excelente, mas para fazer do A5 Sportback um excelente modelo é preciso abrir os cordões à bolsa. E num automóvel de quase 60 000 euros, sistemas como o cruise-control adaptativo já não deviam constar da lista de opcionais. Continuando a falar de opcionais, o pacote Hi-Tech (cruise control, sistema de navegação, volante desportivo, Audi Connect e Audi Virtual Cockpit), proposto por 1 790 euros no nosso entender um «must have».

BMW 520 D Berlina Caixa automática (190 CV) – 72 197 euros

BMW 520d

Dos modelos a concurso, é o único representante do segmento E, e por isso, também o mais caro. O BMW Série 5 chegou no início de 2017. Primeiro a berlina e, depois, em junho a Touring. É a sétima geração deste modelo.

O aumento de dimensões, um emagrecimento de peso em relação ao seu antecessor, tecnologia em bom plano, conforto e motorizações atuais, são alguns dos destaques do Série 5. No caso da versão a concurso no Essilor Carro do Ano 2018/Troféu Volante de Cristal, o 520D de 190 CV com um binário de 400 Nm, temos o Pack Desportivo M com um valor adicional de 3 577 euros. Os clientes podem optar pela transmissão manual de seis ou uma Steptronic de oito relações.

A volumetria do Serie 5 é praticamente idêntica à do anterior modelo. O comprimento, a altura e a distância entre eixos são semelhantes, de qualquer forma, o resultado prático é diferente. O BMW Série 5 está mais confortável. Apesar de estar mais confortável, pouco ou nada se perdeu em termos de reações em condução desportiva. Um dos fatores que mais contribuiu para esta evolução foi a perda de peso (cerca de 80 kg dependendo das versões), que permitiu aos técnicos da marca adotar uma afinação de suspensões mais branda.

Em termos de ajudas à condução não falta nada. Em termos de info-entretenimento, o Série 5 tem disponível o mesmo sistema do Série 7. O ecrã de 10,25 polegadas é tátil, com comandos de voz ou por gesto.

Kia Stinger 2.2 CRDi GT LINE (200 CV) – 57 650 euros

Kia Stinger

O Kia GT Concept foi rebatizado ‘Stinger’, inspirando-se no concept car GT4 Stinger revelado no NAIAS de 2014. O Stinger está disponível em Portugal com três motores: um 2.0 litros turbo a gasolina, um V6 de 3.3 litros twin-turbo e um turbodiesel de 2.2 litros. Os níveis de equipamento são dois: GT-Line e, no topo, o GT. Em todos os modelos encontramos bancos desportivos em pele com regulação elétrica, sistema de som Harman Kardon, navegação, faróis full LED com assistente de máximos, câmara de auxílio ao estacionamento 360º, chave inteligente, Drive Mode Select (para ajustar os parâmetros e modos de condução), e caixa automática de oito velocidades com comandos no volante e ecrã tátil de 7 polegadas para o sistema de infotainment.
Com os seus 4830 mm de comprimento e 1870 mm de largura. A sua capacidade de carga de 406 litros (VDA) é suficiente para o transporte de duas malas de viagem grandes ou dois sacos de golfe.

O motor que se prevê que venha a ser responsável pela maioria das vendas do Stinger em toda a Europa é um turbodiesel de 2.2 litros — também é este motor que se apresenta a concurso. Capaz de debitar 200 CV às 3800 rpm, os seus 441 Nm de binário máximo permitem uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 7,7 segundos e uma velocidade máxima de 225 km/h. É o carro de produção com as prestações mais elevadas da história da marca.

Globalmente, é um modelo muito bem conseguido. Comporta-se de forma sã em condução desportiva e o motor, pese embora a elevada cubicagem, não é excessivamente ruidoso. Apenas o sistema de infotainment (igual ao que encontramos em todo a gama Kia) e alguns detalhes do interior destoam da perceção geral de qualidade do modelo. Um destaque final para os 7 anos ou 150 000 quilómetros de garantia oferecidos pela marca.

Opel Insignia Grand Sport 1.6 Turbo D Innovation (136 CV) – 37 750 euros

Opel Insignia

O Opel Insignia de segunda geração chegou ao nosso país em julho de 2017 e tem sobre si uma grande responsabilidade, uma vez que já foi Carro do Ano em Portugal. Em termos de design, este modelo foi buscar inspiração ao concept Opel Monza. A nova série Insignia está equipada com os sistemas IntelliLink da Opel, que asseguram total conetividade graças à integração de ‘smartphones’. Com o IntelliLink surge o Opel OnStar que oferece o serviço adicional de ‘Personal Assistant’ — é possível solicitar ao operador OnStar a marcação de hotéis, restaurantes, postos de abastecimento e outras informação úteis.

Equipado com motores Opel da mais recente geração, a gasolina e a gasóleo, todos sobrealimentados, o Insignia pode ser até 200 kg mais leve (dependendo das versões) do que o anterior modelo. Os ‘designers’ baixaram a altura do modelo em 29 milímetros e aumentaram as vias em 11 mm. As projeções da carroçaria do Grand Sport foram reduzidas, ao mesmo tempo que a distância entre eixos da nova arquitetura cresce 92 mm, para 2829 mm.

Os passageiros de trás beneficiam da reformulação das proporções, ganhando espaço útil em comprimento e em largura. Da mesma maneira, o volume da bagageira está em evidência, podendo ir, no Grand Sport, de 490 a 1450 litros, consoante a posição dos bancos.

A linha de motores Diesel do Insignia integra o turbodiesel 1.6 de 136 cv (a concurso) que, de acordo com a marca, tem os seguintes consumos: urbano 4,6 – 5,1 l/100 km, extraurbano 3,6 – 3,9 l/100 km, misto 4,0 – 4,3 l/100 km, e 105 – 114 g/km CO2. Além das caixas de seis velocidades de comando manual, que são de série em todas as versões, temos em opção, uma transmissão automática de seis velocidades e uma nova caixa de oito velocidades. É uma proposta muito equilibrada, onde se destaca o boa relação value for money.

Volkswagen Arteon 2.0 TDI DSG (150 CV) – 52 452 euros

Volkswagen Arteon

A VW apresentou há dois anos atrás um vanguardista protótipo do Arteon no Salão Automóvel de Genebra. Então, a mensagem era a de que este Gran Turismo iria dar início a uma nova era de design da Volkswagen, com um coupé de cinco lugares posicionado acima do Passat.

O novo Arteon foi desenvolvido com base na nova plataforma modular transversal (MQB). A largura do Arteon é de 1.871 mm e a altura de 1.427 mm. Graças à grande distância entre eixos, a plataforma MQB proporciona um espaço livre para as pernas maior na parte traseira e uma volumetria do porta bagagens muito interessante – desde 563 até 1.557 litros.

O Arteon é proposto com três motores turbo de injeção direta: um bloco TSI de 280 CV (206 kW) a gasolina e dois blocos TDI de 150 cv e 240 cv. Posteriormente a gama será alargada a outros três motores: o novo 1.5 TSI Evo (150 cv com gestão dos cilindros ativa), assim como aos blocos TSI e TDI de 190 cv, respetivamente.

O Adaptive Cruise Control (ACC) da última geração também avalia agora outros parâmetros, como o limite de velocidade, curvas, rotundas e desvios adaptando a velocidade automaticamente (dentro dos limites do sistema e da regulamentação em vigor em cada país). A nova luz dinâmica em curva proativa deteta uma curva iminente, baseando-se nos dados do GPS e da rota do sistema de navegação, iluminando-as antes da intervenção do condutor.

Para o “pior dos casos”, o Arteon está equipado com a segunda geração do Emergency Assist (opcional) que aumenta o nível de segurança: no caso de o condutor ter um súbito problema de saúde, o assistente não só trava o automóvel dentro dos limites do sistema, como também o guiará (sempre que a situação do tráfego o permita) até à faixa de rodagem mais à direita.

Todos os modelos são equipados com faróis em LED, a inovadora direção progressiva, o Lane Assist (sistema que alerta uma saída involuntária da faixa de rodagem), o sistema de vigilância Front Assist com função de travagem de emergência em cidade (City Emergency Braking), jantes de liga leve e o sistema de infotainment Composition Media. O Arteon pode ser personalizado ainda mais através dos dois níveis de equipamento mais exclusivos: “Elegance” e “R-Line”. O melhor elogio que podemos fazer ao Arteon é que não dista muito do seu «irmão» Audi A5 Sportback, oferecendo um clara vantagem em termos de equipamento e preço.

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