Motores

Audi. Não restam muitos anos de vida para os W12 e V10

Sinais dos tempos? Com o anúncio do (muito provável) fim do Audi R8, ficamos agora a saber que o atual A8 será o último Audi a vir com um motor de 12 cilindros.

Durante o último Salão de Genebra, Peter Mertens, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Audi, deu a saber, em declarações à imprensa, que não só o Audi R8 (muito provavelmente) não teria sucessor, como também o atual Audi A8 seria o último modelo da marca a vir equipado com uma motorização de 12 cilindros.

Não vamos ter o 12 cilindros para sempre. Há clientes que realmente querem o 12 cilindros, estão contentes com ele e vão tê-lo. Mas esta vai ser a sua última instalação.

Isto significa que o W12 — que acompanha o A8 desde a sua primeira geração —, ainda terá alguns anos de vida pela frente, até ao fim da carreira comercial da atual geração. Mas após esta geração, o W12 desaparecerá dos catálogos da marca.

Audi A8 2018

Será o fim do W12 na Audi, mas não o fim do motor em si. Este continuará a ser presença assídua na Bentley — é a marca britânica a única responsável, desde 2017, pelo contínuo desenvolvimento deste propulsor —, já que os seus clientes, em certas partes do mundo, continuam a favorecer o número de cilindros deste motor, perante outras opções.

Como reportámos recentemente, também o Audi R8 não tem sucessor planeado. Só que o fim da sua carreira comercial significará também o fim do seu glorioso V10 na marca. Motor que chegou a equipar alguns modelos S e RS da marca, deixa de fazer sentido quando, de momento, existe o versátil e possante 4.0 V8 twin turbo para essa tarefa.

Mais motores vão “cair”

Peter Mertens — um dos arquitetos, no seu anterior posto, da simplificação dramática de plataformas e motores na Volvo — refere que mais motores deverão “cair” no grupo Volkswagen nos próximos anos. Mas porquê?

Por duas razões, essencialmente. A primeira é o crescente foco na eletrificação, o que obriga a reduzir a dispersão de recursos aplicados às motorizações convencionais. A segunda tem a ver com o WLTP, ou seja, o novo ciclo de certificação de consumos e emissões que coloca maior ênfase nas condições reais de condução, e aumenta consideravelmente o trabalho por parte dos construtores nesse processo.

Pensem em todas as combinações de motor e transmissão que têm de ser homologadas. É mesmo muito trabalho aquele que estamos a ter.

A experiência de Mertens na Volvo será valiosa na Audi. Há que simplificar: seja reduzir o número de motores disponíveis, seja reduzir o número de combinações possíveis entre motores e transmissões. Um processo a que nenhuma marca estará imune.

 

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